domingo, junho 15, 2014

Tchau, I have to go now!

Foi tudo meio que na loucura. Pai eu quero ir, mãe eu to indo, tchau amigos! E tudo bem. Minha vida nunca foi uma coisa muito normal mesmo. Soquei todas as roupas que eu mais gosto numa mala e me mandei para o aeroporto.

Obviamente que a vida não iria deixar que as coisas acontecessem assim tão fáceis e, por isso, tratou logo de aumentar uns 5 kg na minha bagagem para que eu tivesse que abrir a minha mala no meio do check in para tirar tudo o que eu não deveria levar comigo.

A verdade é que o que pesa, nem na mala está. Mas a ideia é essa mesma: deixar por onde eu vá um pouco do que eu não quero mais. Nessas, foram os meus shampoos, gel e metade das minhas camisetas. Acreditei na minha genética e desapaguei desses valores que nunca me levaram a lugar nenhum.

Meus pais, coitados, nunca foram tão pacientes com o meu nervosismo e nem ligaram às minhas patadas na hora de refazer a mala, ali, no aeroporto. Muito pelo contrário. Meu pai ia pesando tudo enquanto a minha mãe andava pra lá e pra cá com todas as minhas roupas no colo. Era cueca, pijama e tênis.

E o que eu pensei que ia ser difícil, foi mais difícil do que eu estava esperando: dar tchau para eles. Só os dois, e mais ninguém, sabem exatamente o quanto eu queria isso daqui. Só os dois passaram madrugadas conversando comigo sentados na cozinha até que eu não tivesse mais o que falar. Só os dois, e apenas os dois, pegaram o meu sonho como o deles e não me deixaram desistir. E por isso que foi tão difícil. Porque naquele instante em que eu os abraçava com o passaporte na mão, eles eram os únicos no planeta que sabiam exatamente o que se passava na minha cabeça. Thank God for them!

Tchau, mãe! Tchau, pai!
Deixem a luz acesa.
Não estou levando a chave.

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