domingo, julho 10, 2011

Nunca estou sem fazer nada. Mesmo quando os meus olhos estão vendo o nada por uma janela fechada, estou fazendo alguma coisa. Muitas delas, pensando em você.

É esquisito. Cada dia que passa penso em você de uma forma diferente. Às vezes me pego lembrando de vc dormindo do meu lado, passando a mão no seu cabelo liso que não despenteava nunca. Tem dias que eu penso nas vezes que eu brigava com você, batia a porta e esperava atrás dela para poder te abraçar. Tem noites que eu lembro das mensagens que encontrava ao desfazer a minha mala depois de um fim de semana inteiro com você.

É estranho. Quando te encontro, olho na sua pupila e penso: será que você guarda as mesmas lembranças que fico remoendo durante as horas dos meus dias? Antes era tão fácil adivinhar seus pensamentos. Hoje é tudo tão indecifrável.

Hoje percebo que eu nunca poderei reclamar que você nunca tentou me reconquistar. Você fazia isso a todo instante. O problema era que meus olhos estavam vendo o nada por uma janela fechada.

Tenho certeza que um dia ainda vamos assistir o nascer do sol juntos. E aí você vai olhar pra mim e dizer: eu esperei a minha vida inteira pra que isso acontecesse de novo.
Os meus sentimentos têm um delay de uns dois anos pelo menos. É normal sentir felicidade por coisas que aconteceram há tempos?

Não sei.

Talvez seja uma forma menos clichê de falar que eu era feliz e não sabia.