domingo, fevereiro 06, 2011

Nos últimos tempos tenho pensado seriamente em me mudar. Quebrei a cabeça procurando um apartamento que suprisse o "conforto" que tenho na casa dos meus pais.

Depois de muito procurar, decidi que eu realmente deveria dar uma segunda chance para o meu quarto, afinal, ele não foi só desespero, ele foi também minha inspiração. Foi então que comprei umas latas de tintas, umas cervejas e me coloquei a mudar as cores das quatro paredes que me vigiam durante as minhas noites de sono mal dormidas.

O branco é tão óbvio. Preferi o azul, marinho. Na parede ele ficou royal. Uma coisa meio Restart. Tenho quase 30 anos e meu quarto ficou parecendo uma biblioteca infantil. Tudo bem, as coisas nunca saem do jeito que planejamos e, no fim das contas, o meu quarto já não era mais o mesmo.

Assim como as paredes do quarto, insistimos em pintar as coisas para que elas pareçam outras. Quando digo coisas, incluo pessoas.

Pensei em voltar à loja e discutir com a mulher que me vendeu o azul marinho que na hora que você passa na parede fica azul royal. Pensei muito por sinal. Mas aí, deixando de lado o fato de eu ser daltônico, caí naquela dúvida cruel: será que o azul marinho que eu vejo é o mesmo que ela vê?

Preferi poupar minhas palavras e um stress desnecessário.

A conclusão disso tudo é que pintar até que foi fácil. O difícil é descascar tudo para assim recomeçar e se sujar inteiro da tinta que você escolheu.

... e olha que, na verdade, eu nem estou falando de paredes.