quarta-feira, maio 04, 2011

E aí ele sentou. E esperou. E pensou que de alguma forma, assim como as plantas, ele pudesse crescer, assim, esperando, parado. Muitos sóis nasceram enquanto ele estava ali sozinho, sentado. Muitas músicas passaram pela sua cabeça. Muitos momentos foram revividos em pensamentos.

E aí ele percebeu que, ali, exposto a tudo, o sol que ilumina é o mesmo que queima. Que a mesma água que sacia a sede é aquela que afoga.

E afogado nas lágrimas que queimavam por dentro, ele percebeu que, dentre todos os sentimentos, o amor é o único contraditório: queima e afoga ao mesmo tempo.

O tempo passou. Muitos sóis se puseram. Muitas outras músicas foram escritas. Muitos momentos foram vividos. E aí, ele concluiu que esperar é muito bom para refletir.

Mas de que adianta tanta reflexão se ele continua ali, parado, esperando?

Foi então que ele se levantou, se espreguiçou e foi procurar alguém que estivesse esperando também por aí.

E o sol nasceu de novo. Só que dessa vez, ele não estava mais sozinho.

3 comentários:

Senhorita B disse...

será q enfim vc encontrou outro sol?

Gabriela Vicente de Azevedo disse...

fofo! Fiquei feliz pelo texto.

É hora de reagir. Sempre.

Júlio César disse...

"[i]It does not matter how slow you go so long as you do not stop[/i]." Wisdom of Confucius