domingo, dezembro 04, 2011

A gente acostuma

Chega uma hora em que a gente se acostuma
com o amor
com a dor
e com a saudade.

E quando a gente se acostuma,
é porque a gente já não sente mais nada.

sexta-feira, setembro 30, 2011

Migalhas

E o que eu faço com essa saudade que não cabe em lugar algum?
Mesmo dando apenas migalhas ela continua crescendo...
Talvez seja hora de matá-la de vez.
Tem um tempinho aí pra mim?

domingo, setembro 25, 2011

Isso tudo que você já entendeu

E essa música que não sai da minha cabeça? Esse filme que tanto já assisti e ainda não entendi o final. Esses atores coadjuvantes despreparados para papéis tão grandes nesse cenário tão complexo. Esses sentimentos obviamente vazios. Essas risadas desesperadas. Essas lágrimas engolidas. Essa ânsia pela resposta que não sai, pela presença que não entra. E esse cheiro que não sai da minha cabeça? Esse pensamento espaçoso demais para coisas que não deveriam ter mais importância. E essa música que não sai da minha boca? Esse filme que tanto já li e ainda não entendi o começo. Esses atores principais saindo de cena nesse cenário tão complexo. Esses sentimentos obviamente vazios.

Não quero sair da cama

É domingo de manhã quando parece que falta alguma coisa. Saio então à procura do que estiver esquecido por aí. Encontro a meia do par perdido, o cartão de alguém no bolso da calça, a música que eu não sabia o nome. Encontro uma nota de 20 no meu casaco preferido. Encontro o caminho mais fácil para chegar a qualquer lugar. Encontro tudo. Encontro sua letra nas cartas espalhadas pelo chão e, com muito esforço, ainda encontro o seu cheiro nas suas roupas que você ainda não veio buscar. Encontro o sol nesse dia nublado. Encontro quase tudo. Domingo de manhã sempre falta alguma coisa.

domingo, setembro 11, 2011

Escolhe você o sabor!

Coloquei aquela roupa que me deixa mais bonito, calcei meus sapatos mais confortáveis e, inconscientemente, te procurei por todos os cantos dessa cidade redonda. Na minha trilha sonora mental tocava a faixa que me lembraria você durante a vida inteira que pensei que estaríamos juntos. Enquanto minhas pernas andavam por si só, percebi que os sonhos que a gente tinha juntos foram divididos entre nós dois: fiquei com a nossa viagem pra Europa e acabei deixando a nossa felicidade pra você. Hoje percebo que deveríamos ter sido menos egoístas e feito a divisão de uma forma mais justa. A gente cortava as pizzas tão bem!
A vida tem o sabor que a gente escolhe. A minha é de chocolate, amargo.

sábado, setembro 10, 2011

O inverno de setembro

É sábado à noite. Sem parar, o telefone toca com convites de pessoas desinteressantes para encontros em lugares onde ele não quer ir. Ele se cansa só de pensar em debater assuntos que viram discussões assim que se dispõe a dar a sua opinião não-hipócrita sobre as coisas. Nessa noite é preferível a fiel companhia da música. É ela que está sempre lá quando não há mais ninguém.
Pela janela, o vento gelado o faz sentir-se vivo e o faz perceber que nem tudo está sob o seu controle. Apesar de não acreditar muito em horóscospo, para um leonino acaba sendo evidente a dificuldade de se convencer que tudo tem vida própria.
Ele tenta, de todas as formas, encontrar novas lembranças felizes perdidas na memória infinita de alguém que parece que só tem passado. Foi então que percebeu que todas as recordações alegres o fazem triste. Todos os sentimentos contraditórios são complementares. O sorriso só acontece quando se conhece a dor.
O álcool da noite passada ainda corre em seu sangue. Sua cabeça gira em harmonia com a rotatividade do planeta e mistura pensamentos que antes estavam divididos por pessoas e locais. E, nesse tétris mental, um espaço vaga assim como o seu coração já estava há tempos.
Ansiosamente, espera pela primavera que esse ano chegará mais tarde. Afinal, são nos momentos de transição em que tudo acontece.
É domingo de madrugada e a música o abraça para que ele possa dormir mais quentinho nesse inverno que parece não ter mais fim.

sexta-feira, setembro 09, 2011

terça-feira, setembro 06, 2011

Estação: Liberdade

A verdade é que, depois que a vida me encheu de tapa na cara, tirei a minha camisa de força e comecei a planejar o meu destino. E, dentre todos os karmas que já estou acostumado (desde as minhas vidas passadas) está a minha dificuldade de locomoção. A falta de um carro atrasa a minha vida pessoal, profissional e amorosa. Por outro lado, acabo sendo uma pessoa muito mais interessante e com um milhão de histórias para contar.

Dias atrás, entrei no metrô já emputecido com um monte de contratempos (que não falarei sobre para não prolongar 5 minutos em 3 dias) quando uma pessoa se levantou e uma cadeira brilhou me chamando pra sentar. Fingindo tranquilidade e, ao mesmo tempo, querendo correr para ninguém roubar a oportunidade de eu poder sentar e ler um livro, conquistei o que tanto almejava. Quem me dera se tudo fosse tão fácil assim, pensei.

Foi quando o vagão começou a lotar e eu fui obrigado a, praticamente, passar o resto da viagem com o braço levantado para que as tachinhas da bolsa de uma piriguete não me cegassem. Nisso, entrou um casal super no papo alto pra geral ouvir e sentou nos bancos reservados para deficientes e idosos, nos mostrando em exemplo da educação ímpar brasileira. Aumentei o som da Enya, que já estava mais me irritando do que alinhando os meus chakras e continuei lendo pela terceira vez a mesma frase já que o meu cérebro não estava mais retendo nada do que estava se passando.

Na próxima estação, entrou uma velhinha quase quadrúpede de tão ansiã, tadinha. Nesse instante, eu olhei para o casal que estava batendo papo e gargalhando como se estivesse sentado numa mesa de bar, mas que estava sentado na cadeira reservada para deficientes e idosos. Nenhuma reação da parte deles.

O meu coração começou a se quebrar em pedaços ao ver a velhinha de pé enquanto havia um casal sentado no lugar que era reservado para aquela doce senhora de nobre coração que ia todos os dias ao bosque comprar lenha. Levantei da minha cadeira que não era reservada para ninguém e dei um berro:

- JÁ QUE O CASAL NÃO LEVANTA DA CADEIRA RESERVADA PARA A SENHORA, POR FAVOR, SENTE-SE AQUI!

E a velha sentou sem falar uma palavra. Tampouco agradeceu. Maldita.

Aí, comecei aquela coisa bem Brasil de comentar com a pessoa do lado que você nunca conversaria nem se estivesse bêbado:

- Puxa, as pessoas são sem educação mesmo nesse país, né? Tão vendo que a velhinha tá quase fazendo um pole dance pelas barras do metrô! O que que custa levantar?

E a mulher me responde:

- O casal que está sentado na cadeira reservada para idosos e deficientes é cego!

Eu, sem reação com o show que eu acabava de dar com um grande público e sem aplausos, dei um abraço de desculpas (?) na mulher que deu a valiosa informação e desci na próxima estação fingindo demência e naturalidade. O detalhe fica que a próxima estação não era o meu destino, mas ficou sendo por tudo isso que eu contei para vocês.

E continuo vivendo assim, mudando o meu destino para refletir sobre o que tenho feito da minha vida.

Próxima estação: Paraíso, desembarque pelo lado direito do trem.





quinta-feira, agosto 18, 2011

Viajar é fazer a sua mala de problemas e esquecê-la de propósito em casa.
Foi isso o que eu fiz.
Estranho foi voltar e ver que a mala não estava no lugar onde eu deixei.
Nunca fiquei tão feliz em perder alguma coisa.

domingo, julho 17, 2011

Houve um tempo em que eu pensava que as pessoas eram naturalmente más e se tornavam boas conforme o meio em que viviam.

Hoje voltei com esse pensamento antigo.

Nos tempos contemporâneos em que vivemos, essa maldade é melhor encontrada em forma de mentira.

Mas aí eu me pergunto: qual o motivo de uma pessoa que você mal conhece inventar histórias a seu respeito?

Andei refletindo... será que a causa é o meu inferno astral que está me deixando sensível a coisas tão pequenas?

Tomo tanto cuidado para não fazer o mal para as pessoas que, pra mim, é meio inadmissível que alguém possa ter motivos para ser ruim comigo.

Por outro lado, acredito que talvez existam pessoas que precisem de muletas chamadas mentiras para poder andar.

A maldade é um extinto de sobrevivência dos animais e, pasmém, muitos deles estão travestidos de seres humanos. Acreditem!

domingo, julho 10, 2011

Nunca estou sem fazer nada. Mesmo quando os meus olhos estão vendo o nada por uma janela fechada, estou fazendo alguma coisa. Muitas delas, pensando em você.

É esquisito. Cada dia que passa penso em você de uma forma diferente. Às vezes me pego lembrando de vc dormindo do meu lado, passando a mão no seu cabelo liso que não despenteava nunca. Tem dias que eu penso nas vezes que eu brigava com você, batia a porta e esperava atrás dela para poder te abraçar. Tem noites que eu lembro das mensagens que encontrava ao desfazer a minha mala depois de um fim de semana inteiro com você.

É estranho. Quando te encontro, olho na sua pupila e penso: será que você guarda as mesmas lembranças que fico remoendo durante as horas dos meus dias? Antes era tão fácil adivinhar seus pensamentos. Hoje é tudo tão indecifrável.

Hoje percebo que eu nunca poderei reclamar que você nunca tentou me reconquistar. Você fazia isso a todo instante. O problema era que meus olhos estavam vendo o nada por uma janela fechada.

Tenho certeza que um dia ainda vamos assistir o nascer do sol juntos. E aí você vai olhar pra mim e dizer: eu esperei a minha vida inteira pra que isso acontecesse de novo.
Os meus sentimentos têm um delay de uns dois anos pelo menos. É normal sentir felicidade por coisas que aconteceram há tempos?

Não sei.

Talvez seja uma forma menos clichê de falar que eu era feliz e não sabia.

domingo, junho 26, 2011

É impressionante como a infelicidade das outras pessoas me incomoda. São nesses momentos que eu percebo o quanto sou influenciado pelo ambiente em que vivo.

Eu, infelizmente, não posso mudar as pessoas. Acho que nem quero, preguiça. Acredito que cada pessoa tenha o seu tempo para decidir evoluir como ser humano. Afinal, alguém sem desejos pra mim é alguém sem futuro.

Depois de alguns anos de terapia, eu percebi que não sou eu que preciso mudar as coisas na minha cabeça. São todas as outras pessoas que precisam querer mudar a si mesmas. E mudar não quer dizer tornar-se uma nova pessoa, mas sim, uma pessoa melhor.

Os países subdesenvolvidos são considerados os mais solidários. Isto porque, quando todo mundo está na pior, é natural que as pessoas se ajudem. O problema é quando as pessoas começam a viver só de ajuda.

Como eu não posso mudar as pessoas (e nem quero) estou disposto a mudar do ambiente que vivo. Talvez se eu tivesse pintado o meu quarto de amarelo, teria deixado a minha vida um pouco mais ensolarada.

De qualquer forma e, por enquanto, acho que vou pintar algumas nuvens nas minhas paredes azuis, afinal, o sol está sempre brilhando, mesmo quando a gente não o vê.

domingo, junho 19, 2011

Eu nunca compararia amor com ódio. Amor pra mim se assemelha à fome.

Preciso de você pra saciar todo esse vazio que sinto aqui dentro.

Se você puder voltar com um meia dúzia de pães de queijo, eu ficaria eternamente grato.

E você ainda ganharia um beijão por isso!

Prometo!
Eu acredito que, assim como escolhemos o nível de dificuldade de um jogo de tetris, antes de nascermos também escolhemos todos os desafios que queremos passar.

Por conta disso, penso que se eu pudesse, de alguma forma, me auto definir como uma qualidade única, esta seria: coragem.


Deve ser por isso que eu tenho tanta pena das pessoas covardes. E quando digo covardes não me refiro àquelas que são más com os outros (essas eu só consigo sentir nada), mas sim àquelas que não se arriscam, que não dão a cara pra bater, que não falam o que pensam, que não fazem o que têm vontade. Que coisa sem graça!

A vida é feitas de portas da esperança. Vou confessar que algumas vezes escolhi portas sem janelas, outras até sem maçanetas. Muitas das portas nem fui eu quem abriu, outras ainda se abriram com um simples e sincero sorriso.

Estou certo que muitas outras portas ainda vou ter que arrombar. Sempre perco as chaves de tudo! O que não dá é ficar pela janela olhando a vida passar. Tem gente que parece que foi feita pra morrer.

Na real, se eu tivesse que viver a vida assistindo o que os outros fazem, eu preferia ter nascido uma árvore.

De preferência um belo limoeiro, bem ácido.

Acho que estou meio azedo hoje, vou tomar uma caipirinha!

Com uma rodela de limão decorativa, claro!

sexta-feira, junho 17, 2011

É uma pergunta objetiva para uma resposta simples: será que um dia você volta? Tem sido desesperador te esperar sem a certeza de uma chegada sem ter um ponto de partida.

As pessoas estão comentando do louco que tem andado de braços abertos por aí.

domingo, junho 12, 2011

É óbvio que hoje pensei em você. Não por hoje ser o dia dos namorados, claro. Penso em você todos os dias desde que te conheci. Hoje é apenas mais um dia em que sinto falta da sua presença.

Bati minha cabeça contra meus pensamentos. Tem sido bem difícil tirar você das minhas lembranças. Apesar disso, não pretendo tirar você dos meus objetivos. Te desejo sempre o bem, o melhor, e engraçado é que ainda acredito que o melhor pra você sou eu.

Coração ferido. Orgulho abalado.

Tenho certeza que nossa ligação é de muito mais tempo.

Por mais que eu não tenha sido capaz te reconquistar nessa vida, acredito que ainda tenho uma eternidade para fazer isso.

E, quando a gente se reencontrar, certamente vamos nos reconhecer. Do mesmo jeito que foi quando nos vimos pela primeira vez.

Feliz dia dos namorados!



Ps: Qualquer coisa, não se esqueça: tenho uma marca em forma de coração na sola do meu pé, tá?

quinta-feira, junho 02, 2011

Olho pela janela e vejo o dia ensolarado. Queria tanto que chovesse.
Assim como o tempo, não temos controle sobre as pessoas e, é impressionante como todas elas, cedo ou tarde, me irritam. Não consigo conviver com alguém por muito tempo que suas manias de alguma forma acabam com o meu dia.
Acredito que eu esteja ficando velho e, com isso, cada vez mais crítico com quem eu realmente quero que permaneça comigo nos meus dias de chuva.
O que a maioria não percebe é que eu não preciso de alguém que segure um guarda-chuva pra mim, o que eu quero é alguém que tome a chuva comigo.
Queria tanto que amanhã fizesse sol...

terça-feira, maio 17, 2011

A minha vontade era quebrar tudo. Era sair por aí com um taco de beisebol destruindo todos os vidros que visse pela frente. A minha vontade era cuspir na cara de um monte de gente. Arrancar o cabelo de meia dúzia. Quem sabe tacar fogo em tudo que queimasse.

A minha vontade era destruir tudo. Era deixar as coisas em pedacinhos bem pequenos. Era chutar todas as latas de lixo por aí. Era enfiar a cabeça de algumas pessoas na privada e dar descargas, muitas. E fechar tampa na cabeça delas. A minha vontade era moder os meus próprios dentes até que eles se quebrem uns nos outros.

Essas vontades escorrem no meu rosto, todas as noites quando eu vou dormir. E aí percebo que as minhas vontades não eram só essas, eram muitas mais.

Estou fritando meu cérebro enquanto espero ansiosamente essa vontade passar.

Vai um omelete aí?

quarta-feira, maio 04, 2011

E aí ele sentou. E esperou. E pensou que de alguma forma, assim como as plantas, ele pudesse crescer, assim, esperando, parado. Muitos sóis nasceram enquanto ele estava ali sozinho, sentado. Muitas músicas passaram pela sua cabeça. Muitos momentos foram revividos em pensamentos.

E aí ele percebeu que, ali, exposto a tudo, o sol que ilumina é o mesmo que queima. Que a mesma água que sacia a sede é aquela que afoga.

E afogado nas lágrimas que queimavam por dentro, ele percebeu que, dentre todos os sentimentos, o amor é o único contraditório: queima e afoga ao mesmo tempo.

O tempo passou. Muitos sóis se puseram. Muitas outras músicas foram escritas. Muitos momentos foram vividos. E aí, ele concluiu que esperar é muito bom para refletir.

Mas de que adianta tanta reflexão se ele continua ali, parado, esperando?

Foi então que ele se levantou, se espreguiçou e foi procurar alguém que estivesse esperando também por aí.

E o sol nasceu de novo. Só que dessa vez, ele não estava mais sozinho.

quarta-feira, abril 27, 2011

Gostaria de agradecer todos os emails e comentários que eu recebo por conta do blog. Gosto muito de receber esses emails. Penso que o que eu escrevi foi especial a ponto de alguém abrir a sua caixa de emails e escolher algumas palavras pra mim. Confesso que nem sempre são palavras muito legais. De qualquer forma, fico feliz que tem gente que reserva um tempo da vida mesmo que seja pra escrever um monte de besteira. São por causa dessas pessoas que as bacanas se diferenciam, se não seríamos todos a mesma coisa chata.

Como queria poder ter mais tempo de escrever. Porém, acredito que se eu ficasse o dia todo escrevendo deixaria de viver muitas outras coisas essenciais pra quem gosta de escrever, como viver, por exemplo.

Eu não costumo responder os comentários porque, muitas vezes, não consigo pegar os emails de quem comentou. Mas aqui está o meu muito obrigado!

Um beijo grande pra vocês!
E que graça tem a vida mais ou menos? A pizza de qualquer coisa? O "Não, obrigado!"?

O melhor da vida está em exagerar as coisas, sejam elas os amores, as tristezas ou o catupiry da pizza de 4 queijos. Rir até chorar, comer até não aguentar, dormir até cansar. Os prazeres estão onde o exagero começa, onde o limite não existe.

A vida vale a pena quando percebemos que, apesar dos grandes exageros, o controle está nas nossas mãos.

Tenho mania de acelerar as coisas, de passar tudo pra frente, de correr por aí. Correr é um ato estranho, né? Quando vejo alguém correr sempre me pergunto se a pessoa está indo atrás ou fugindo de alguma coisa.

Por mim, o botão de voltar não precisaria existir em nenhum desses aparelhos eletrônicos, só o play e o correr pra frente. Tudo deveria ser como a vida: apenas uma vez.

Talvez seja por isso que eu acredito que nunca mais vou amar alguém de novo.

Pensando bem, como eu queria poder voltar o nosso filme e apertar o pause...

Essa vida mais ou menos viu... uma pizza de qualquer coisa, por favor!

segunda-feira, abril 18, 2011

Cada dia que passa acredito que as pessoas estão cada vez mais desinteressantes. Ninguém me atrai, ninguém me surpreende. As opiniões são sempre baseadas no senso comum.

Cadê aquela pessoa que tem uma música nova pra te mostrar? Onde estão as com grandes sonhos pra compartilhar? Será que nesse mundo não existe mais gente inteligente e divertida? Não precisa ser linda de morrer, mas também não pode sair de casa num sábado à noite do jeito que vai pra padaria no domingo de manhã.

Não sei. Às vezes penso que estou procurando no lugar errado. Às vezes penso que eu já encontrei e deixei passar.

Cada dia que passa acredito que eu esteja me tornando uma pessoa cada vez mais desinteressante.

Deve ser isso!

quinta-feira, abril 14, 2011

"- É claro que eu te amo, disse-lhe a flor. Foi por minha culpa que não soubeste de nada. Isso nãp tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz...
Mas pode deixar em paz a redoma. Não preciso mais delas.
- Mas o vento...
- Não estou assim tão resfriada... o ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor.
- Mas os bichos...
- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que elas são tão belas! do contrário, quem virá visitar-me? Tu estarás longe... Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho asm inhas garras.
E ela mostrava ingenuamente seus quatro espinhos.
Em seguida acrescentou:
- Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Vai-te embora!
Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa..."

Le Petit Prince - Antoine Saint-Exupéry

sexta-feira, abril 08, 2011

Eu queria muito você. Nem que seja assim, rapidinho.
Não precisa me abraçar por muito tempo.
Se quiser, só passe por mim pra eu, de novo, sentir o seu cheiro.
Pode ser correndo, não tem problema.
Eu queria muito você. Nem que seja através de uma ligação.
Você não precisa falar nada. Só queria ouvir, do outro lado da linha, a sua respiração pra saber que você ainda existe.
Eu queria você só mais uma vez.
e outra...
e outra...
e pra sempre.
Nem que seja assim, rapidinho...

quinta-feira, março 24, 2011

Toda vez que ouço uma música em francês, lembro de você. Não, nós nunca fomos pra França. Mas, apesar de um dia pensarmos em juntos embarcar para a Europa, penso em você por conta de uma música francesa que você dizia lembrar de mim. Música bonita.
Tenho essa mania: a de lembrar dos outros em coisas que esses outros lembram de mim. Parece complicado.

Toda vez que saio do banho e me visto, lembro de você. Não, você não me trocava. Mas, apesar de algumas vezes você me chamar de mimado e tirar a minha roupa quando eu estava bêbado, penso em você por conta das minhas costas molhadas.
Tenho essa mania: a de nunca enxugar as costas antes de me trocar.

Toda vez antes de dormir, lembro de você. Da gente fazendo pezinho coletivo e eu querendo fazer pezinho individual. Mas, apesar de muitas vezes eu demonstrar o contrário, adorava assistir você pegando no sono e ser fazer de você a primeira imagem do meu dia.
Tenho essa mania: a de querer tudo isso de novo.

Do fundo do meu coração e das minhas lembranças, espero que você pense em mim de vez em quando, só pra eu não sentir que estou com TOC por pensar em você o tempo todo.
E então eu me pergunto...
O que é verdadeiro volta?
Não. O que é verdadeiro nunca volta.
O que é verdadeiro fica pra sempre.

segunda-feira, março 14, 2011

telefone toca
- Oi, posso roubar uns minutos seus?
sorriso
- vc pode roubar todos os dias da minha vida se quiser.

sábado, março 12, 2011

Hoje estou triste. Triste mesmo, de chorar, de ficar na cama no escuro pensando na vida.
Estou cheio de problemas.
Eles podem parecer bobos se eu contar e, por isso, decidi que nunca mais revelo meus problemas pra ninguém. As pessoas têm essa mania de comparar e julgar tudo.
E problemas são o tipo de coisa que não se deve comparar. Não se deve julgar.
Acho que quando estamos prestes a chegar aos 30 anos começamos a nos dar conta de muitas coisas que ainda não fizemos e não conquistamos.
Todo mundo precisa de uma passagem pra fugir a qualquer tempo para fincar uma bandeira em algum lugar bem longe. Todo mundo precisa de alguém pra compartilhar tudo isso.
Hoje estou triste porque não tenho nenhuma dessas 3 coisas.
E, por mais que o clichê insista em dizer que o tempo tudo resolve, digo eu, por experiência própria, que é tudo ao contrário. O tempo só piora as coisas: vejam os velhos - são crianças que apodreceram.
Que horas são?

terça-feira, março 01, 2011

Não sei se eu sou perda de tempo. Não vou te cobrar por mais nada. Nem por um beijo, nem por um abraço. Espero somente que vc faça isso, sem que o pedido saia da minha boca sem palavras. Espero que meu desejo seja também a sua vontade.

Não me importa o seu carro, a sua roupa, o seu cabelo. O que me importa é a sua presença. Mas quando estiver presente, exijo que esteja por inteiro. Não quero só seu corpo, quero sua alma.

Não, eu não quero saber quanto você ganha.

Só quero saber se você ganha o dia quando está comigo.

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Todo dia veste uma roupa diferente para andar pelas mesmas calçadas a fim de chegar no mesmo lugar. Enquanto o tempo é sempre diferentemente o mesmo, as pessoas a sua volta estranhamente iguais, pensa em como mudar radicalmente para não ser sempre essa pessoa diferente.

E, através da janela do ônibus, traça o perfil das pessoas que olham para o nada enquanto deveriam olhar para dentro de si. Duvida que a mulher bem vestida também combinou a calcinha com o sutiã. Pensa sobre a noite mal dormida do executivo cheio de olheiras. O casal de namorados de mãos dadas que não trocam uma palavra. O publicitário que vai pra balada e depois trabalha de óculos escuros fingindo que faz parte do estilo.

São Paulo é uma cidade muito louca. Com pessoas loucas divididas em dois grupos: as loucas conscientes e as loucas que não fazem a mínima ideia do que estão fazendo nesse planeta.

Todos os dias, quando veste uma roupa diferente para andar pelas mesmas ruas a fim de chegar no mesmo lugar, ele se acha um louco por não fazer a mínima ideia do que está fazendo nesse sistema solar.

E aí, enquanto ele anda pelas mesmas calçadas, alguém o vê todos os dias através de uma janela de ônibus e pensa: onde andam os pensamentos desse cara? ele me parece tão normal.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

eu sei que você lê as coisas que eu escrevo.
e que provavelmente lerá isso e saberá que é pra vc.
se você ainda se interessa pela minha vida, por que não sai da internet e me liga?
estou com vontade de dizer o quanto ainda te amo.

domingo, fevereiro 06, 2011

Nos últimos tempos tenho pensado seriamente em me mudar. Quebrei a cabeça procurando um apartamento que suprisse o "conforto" que tenho na casa dos meus pais.

Depois de muito procurar, decidi que eu realmente deveria dar uma segunda chance para o meu quarto, afinal, ele não foi só desespero, ele foi também minha inspiração. Foi então que comprei umas latas de tintas, umas cervejas e me coloquei a mudar as cores das quatro paredes que me vigiam durante as minhas noites de sono mal dormidas.

O branco é tão óbvio. Preferi o azul, marinho. Na parede ele ficou royal. Uma coisa meio Restart. Tenho quase 30 anos e meu quarto ficou parecendo uma biblioteca infantil. Tudo bem, as coisas nunca saem do jeito que planejamos e, no fim das contas, o meu quarto já não era mais o mesmo.

Assim como as paredes do quarto, insistimos em pintar as coisas para que elas pareçam outras. Quando digo coisas, incluo pessoas.

Pensei em voltar à loja e discutir com a mulher que me vendeu o azul marinho que na hora que você passa na parede fica azul royal. Pensei muito por sinal. Mas aí, deixando de lado o fato de eu ser daltônico, caí naquela dúvida cruel: será que o azul marinho que eu vejo é o mesmo que ela vê?

Preferi poupar minhas palavras e um stress desnecessário.

A conclusão disso tudo é que pintar até que foi fácil. O difícil é descascar tudo para assim recomeçar e se sujar inteiro da tinta que você escolheu.

... e olha que, na verdade, eu nem estou falando de paredes.

domingo, janeiro 23, 2011

"Não rasgue esse papelão, pois ele é o seu cartão!
Feliz dia dos namorados!
Eu já cheguei a pensar no quanto eu gostaria de ter te conhecido antes. Em quantos momentos poderíamos ter nos divertido, nos amado, caso nosso encontro tivesse acontecido mais cedo. Nas pessoas que nós não teríamos amado, nos amigos que não teríamos feito. Eu já cheguei a desejar, lá no meu íntimo, que eu só tivesse amado você, que só tivesse sentido você. Mas hoje em dia, sei que estava errado. Sei porque tudo que vivi, todos que amei e conheci, até então, servem de parâmetro pra que eu saiba o quanto você é especial. Afinal. eu não poderia ter uma pessoa favorita se não conhecesse outras. E agradeço à vida por ter tido coragem de acreditar no seu sorriso e ter tido coragem de te dar meu telefone, e por tudo ter acontecido assim, no tempo e do jeito que foi.
Você é o amor da minha vida e o melhor presente que eu posso ganhar de você é te fazer a pessoa mais feliz do mundo!
Te amo demais!"

É por isso que arrumar minhas coisas para poder mudar é uma batalha comigo mesmo.

Fatality!
Alguém que comete um erro memorável não é necessariamente um maníaco. Mesmo porque, na minha concepção, a loucura é uma coisa normal. Os acessos de sanidade é que nos tiram da realidade.

Baseado nisso, queria te contar tudo o que você não soube, antes que seja tarde demais. E quando conto uma coisa, gosto de ser detalhista para que o meu ouvinte imagine com exatidão a situação que eu vivi, criando dentro dele, instintivamente, o completo entendimento da minha atitude errada. Gosto que me falem que fariam a mesma coisa. Coisa de leonino.

Posso simplificar as coisas dizendo que o Direito não é uma ciência exata, mas entendo que julgar é uma reação humana.

Nós todos fingimos o tempo todo e, sendo assim, acho que me tornei um fingido completo. Esse mês por exemplo, finjo que sou super simpático. Tenho cumprimentado todas as pessoas na rua, nas festas e em todas as outras ocasiões que o "oi" não é nem necessário. Me faz bem saber que eu posso ser quem eu quero na hora que eu acreditar ser mais conveniente para mim. As pessoas são burras, não percebem nada.

Digo isto para deixar claro que com você era diferente. Até ao fingir felicidade eu percebia sua cara de decepção.

Na semana passada, percebi sua cara de decepção e, infelizmente, naquele exato momento eu não estava fingindo nada, estava sendo eu mesmo, o Bruno. A reação não estava condizendo com a ação. Então percebi que eu já não te conheço mais.

Acho que já está na hora de eu parar de fingir que sou super simpático, começando em não cumprimentar pessoas que eu não conheço mais.

O prazer é todo meu!

sábado, janeiro 08, 2011

Para mim, 2009 só terminou há alguns dias atrás. O fato de não ter passado o meu ano novo de 2010 numa praia e nem pular as 7 ondas me fez perceber que 2009 demoraria ainda mais um ano para acabar.

Depois de 2 anos, 2009 finalmente acabou. E com ele acabaram pensamentos que há muito já não deveriam mais fazer parte da minha vida. O mar tem dessas coisas, leva tudo o que você pode imaginar.

Além disso, a minha mala era pesada demais para eu levar meus problemas. Então resolvi deixá-los em São Paulo, com quem realmente precisa deles para se sustentar.

10 dias num paraíso me fez repensar as minhas atitudes. A areia da praia é mágica, nos faz sentir o peso que carregamos por sermos nós mesmos e então percebemos que as grandes coisas são aquelas que não nos pesam, mas que nos fazem leves.

E durante a virada do ano colocava um significado para cada coisa. Os meus amigos estavam ali para me mostrar que eu nunca estaria sozinho, as velas acenderam esperanças de um ano melhor, os fogos queimavam os meus problemas em pedacinhos. O sorriso do meu rosto não saiu por um minuto, estava realmente muito feliz.

Mas depois de um ano e uma noite sem estrelas, o dia nasceu para me lembrar que o sol está sempre a brilhar, mesmo quando a gente não o vê.

Um ano só acaba quando concluímos o que começamos. Digamos que agora estou pronto para começar de novo.

Feliz ano novo!


Festa do Taípe - Trancoso - BA