domingo, dezembro 12, 2010

Enquanto trabalho o telefone toca. Demoro a atender pois ainda não me acostumei com o toque do meu celular novo. Não reconheço a voz do outro lado pois ainda estranho as vezes que você me liga.
Penso no sentido da vida enquanto você inventa histórias para finalmente me chamar para almoçar. Minha maior vontade era aceitar e deixar você esperando lá no restaurante, eternamente, assim como você me faz esperar por uma atitude sua. Mas prefiro evitar motivos para que você nunca mais me convide para almoçar e decido então aceitar.
E aí, quando te encontro, não consigo definir o meu sentimento por você. Vejo teus olhos encherem de lágrimas enquanto fala comigo forçando algo que ainda não entendi e nem sei mais se me importa entender. Isso já não me comove mais. Talvez os últimos tempos tenham me feito perder a sensibilidade ou eu mesmo a escondi para usar em momentos que julgo especiais. E, pelo que vejo, esses momentos não incluem mais você.
Hoje, percebo que o que tenho por ti não é mágoa, não é amor, não é tristeza. Hoje, percebo que o que eu tenho por você é nada.
E assim começa o meu ano novo...