quinta-feira, setembro 09, 2010

Quando estou triste e temo ficar em casa jogado às lembranças que parecem me esperar por lá, saio andando por aí.
Corro para as livrarias. Elas são minhas igrejas, onde encontro muitas outras pessoas com os mesmos objetivos que eu.
E entre a seção de livros de viagem, admiro os olhos brilhantes de quem está prestes a partir e deixar saudades.
Assisto crianças debruçadas em livros coloridos, lendo cada letra até completarem palavras para assim formarem frases que terão outros significados quando entenderem que finais felizes, definitivamente, não existem.
Nunca vi ninguém morrer feliz.
Tenho dó das pessoas que dedicam seu tempo lendo os livros de auto ajuda. Não as chamo de leitoras, as chamo de desesperadas.
E desesperado estou eu aqui entre essas biografias erradas tentando descobrir com quem eu me pareço, o que eu devo fazer e pra onde tenho que ir.
Talvez o ideal seja eu comprar um livro de caça-palavras.
Palavra não é como força, que quando não se tem, se tira sabe-se lá de onde.

Um comentário:

graziela disse...

Continuo te seguindo, embora vindo aqui com menos frequência por que raramente entro no blogger com meu nome. E continuo achando lindo isso tudo que você escreve (parece dedicado à alguém).

Estou no http://desculpeoaueh.blogspot.com/.