quarta-feira, abril 15, 2009

Tardei a perceber que o mais legal da vida consiste na aventura de analisar os próprios atos e sentimentos. Às vezes brigo comigo mesmo nessa inconstante busca pelo perfeccionismo; outras me parabenizo, me beijo e durmo abraçado comigo mesmo na felicidade em sua totalidade.
As pessoas são sentimentos. Chegam do nada, vão sem que eu sinta falta. É paixão que apaga, é dor que se anestesia, é felicidade que se explode e some. Tudo tem seu ápice e declínio.
A saudade não. A saudade é um sentimento que não se apaga, que não se anestesia, que não se acaba. Ela é o único sentimeno que sempre cresce cada dia mais, infinitamente: assim como o que eu sinto por você!
Eu sempre fui meio chato para tudo. No entanto, enquanto metade da minha classe está falando ao celular, a minha faculdade tem me deixado ainda mais crítico com tudo (não só a minha faculdade, mas principalmente ela). Dificilmente um filme ou um livro tem me impressionado. Até as pessoas me parecem menos interessantes.

Por outro lado acredito que talvez eu tenha me tornado uma pessoa mais legal e até mais interessante. Talvez!
Hoje estava entrando na faculdade quando ouvi metade de uma conversa:
- Nossa, cala a boca! o cara é mó velho: tem 26 anos!!

Eu tenho 26 anos e não me considero velho. Ok, a Rita Cadillac tem seus quase 60 anos (acho), também não se considera velha e tá lá, fazendo seu pornozão, ganhando sua grana honesta.

Tudo é uma questão de parâmetro: dinheiro, velhice e felicidade. E como os anos fazem a gente mudar os nossos, né? (Pelo menos os meus!)