sábado, agosto 15, 2009

Por talvez eu nunca acreditar num amor verdadeiro, foco meus objetivos em cima da minha atrasada carreira profissional. Não acredito no amor por completo pois ainda não descobri até que ponto as pessoas se doam sem pedir nada em troca.

Trabalho desde os 18 anos quando fui obrigado a trancar a minha faculdade de odontologia (sim, quase fui um dentista!) por conta de uma crise financeira familiar. Meu primeiro emprego foi na Levi´s, onde eu tinha uma gerente louca que não penteava o cabelo, andava com um spray de pimenta na bolsa e era perseguida por dois caras de terno pelo shopping. Lá eu aprendi que eu não poderia confiar em todas as pessoas e que na vida, era cada um por si.

Meu maior sonho sempre foi ter um carro. Eu eu queria isso não pra mostrar pra todos que eu podia, mas pra ter uma sensação de liberdade que nem um pulo de paraquedas é capaz de dar.

Quando eu finalmente pude, lembro até hoje a Marione no carro da frente tirando foto minha enquanto eu dirigia o meu carro novo pra fora da concessionária. Pode parecer ridículo e um tanto materialista, mas foi um momento único em que eu provei pra mim mesmo que eu podia ter o que eu quisesse quando estipulava objetivos na minha vida. Quase emocionante!

A grande maioria cagou que eu tinha comprado um carro, inclusive todo mundo da minha família, mas pra mim, aquela era uma conquista sólida que eu podia tocar. E todo mundo podia entrar e podia colocar na rádio que quisesse e eu podia enfiar um monte de tralha no porta malas/luvas e eu podia gritar "LIBERDAAAAAADE"! descendo a serra pra praia com a mão pra fora sentindo a maresia e o sol me queimar.

Em dezembro passado, contra a opinião de todas as pessoas que adoram dar palpite na minha vida, pedi demissão daquele ninho de topeiras e cobras que as pessoas insistem em chamar de banco. Fui atrás da minha realização profissional e consegui um emprego numa agência de marketing promocional super bacana e conhecida daqui de São Paulo.

Ia ser difícil pra mim, ganhar 1/6 do que eu ganhava no banco, mas sempre vi isso como uma forma de investir na minha carreira profissional.

Porém, sabe quando a bolsa desvaloriza e você perde todo o dinheiro que você investiu?

Então, semana que vem é hora de eu renunciar a minha conquista pra que outras muito melhores possam vir também! Estou super triste com toda a perda da minha conquista, mas essa é a única fora de eu poder seguir em frente sem prejudicar ninguém.

E bem-vindo de volta ao transporte público de São Paulo!

4 comentários:

Marione disse...

Bruuu, também nunca vou esquecer do dia que pegamos seu carro, nós saimos gritando pela janela e vc businando. Querido te admiro por todas as suas conquistas e concessões que faz para chegar onde você quer. Te conhecendo bem e desde pirralho, tenho certeza que vc vai longe. é só ter um pouco de paciência e quem sabe não nos encontramos no metrô, este ano já li cinco livros..rs..Olha o lado positivo.
Love you!
Mari

Anônimo disse...

Oi Bruno!
É a primeira vez que visito o seu blogger e adorei! Parabens!
Visitarei mais vezes!
bjs
camik

Vovó Kika disse...

Oi,Bruno.
Aqui no sul tem um ditado bem gaudério que diz "Não tá morto quem peleia".Quem sabe vc não acaba lendo algum livro interessante que nem tua amiga aí de cima?
Sei lá,na internet às vezes as coisas não são o que parecem ser,mas te achei interessante,sobretudo a maneira como vc escreve.
Detalhe importante:te achei no blog da Cley
abç

Mari Miranda disse...

Brunooo... adorei lembrar da época da Levi's. Que gerente louca! mas o pior era a saudação telefônica: Obrigada por ligar para a Levis!! ahahaha
saudades!
bjão