quarta-feira, maio 06, 2009

Um dia, numa dessas entrevistas de emprego, me deparei com um monte de aspirantes à jornalista na mesma "dinâmica de grupo" que eu estava.

Cada um falando sua respectiva besteira sobre como queria mudar seu mundo com palavras, sobre como acreditavam que a ditadura foi a pior coisa que aconteceu no Brasil e sobre como Che Guevara tinha sido o cara mais foda de todos os tempos. Coitados, o mais velho ali tinha uns 20 anos.

No entanto, sentado no meio desse monte de sonhos utópicos, estava um menino de cabelo enroladinho, loiro, de óculos redondos. Quando foi solicitado para que ele se apresentasse, todos se assustaram com a voz estranha do garoto.

No meio das gargalhadas engolidas pela maioria juvenil na sala, percebi que o garoto usava um aparelho auditivo preso à orelha. Percebi também que ele era a pessoa que falava as coisas mais coerentes naquela sala.

Minha vontade era dar de louco e mandar a galera parar de dar risada, mas eu não tive nenhuma reação, na esperança que o garoto não estivesse ouvindo nada.

Qual a graça que as pessoas veêm nas diferenças dos outros?

Eu já fui piada de muita gente na escola e só eu sei como foi difícil lidar com essa situação, sozinho. É justamente por isso que eu não dou brecha para ninguém mexer comigo e sinto essa vontade de sair defendendo todo mundo.

Nesse dia, a risada pra mim foi a maior prova de involução que o ser humano pode ter.

A risada pra mim tem que ter uma palavra bonita junto, um olho no olho, um beijo, um abraço. Quando a risada é dada sem uma dessas atitudes, ela de nada vale!

Quando eu tiver filhos, vou fazer questão de ensinar que é muito mais gostoso rir com olhos nos olhos, com um beijo estalado, um abraço apertado e com todo mundo junto!

Espero que o cara tenha conseguido o emprego, ele merecia!

6 comentários:

julia marchesoni disse...

isso é meio q culpa da criacåo dos pais. bando de gente mal educada. tbm fico muit pau da vida com esse tipo de coisa.

ludo diniz disse...

arrasou no post de 23 de abril
certeza q esse cara vai precisar das vagas para parar o carro. e elas estarão ocupadas

Ana Paula disse...

°°°°° o seu melhor post so far ...

BjO

JuNiNhU disse...

Também sinto a mesma coisa que você sentiu. Ódio de gente ignorante e babaca. Mal sabem que o verdadeiro motivo de piada são eles próprios.

Anônimo disse...

Desde pequeno eu sempre tive um senso de justiça radical. Talvez pelo fato de ver varias injustiças e nada acontecer com os malfeitores. No pré eu ja me metia em brigas com aqueles que praticavam bullying com os "diferentes". Ja briguei em refeitório de escola com direito a bandejada de comida na cara do malfeitor, ja briguei em estacionamento de escola em dia de chuva. Ja briguei dentro do onibus escolar. O auge da minha carreira de lutador estudantil foi quando briguei na porta da escola, a maior da cidade, e era bem na saída quando os milhares de alunos da escola estavam la. Era a 1ª série do 2º grau. Um playboy tinha vindo de outra escola, repetente, devia ter 2 anos a mais que o pessoal da sala e era maior que todos. Tinha a mania de chegar cedo e ficar antes da porta da sala amolando quem chegava. Gostava de dar "pedala robinho" na molecada, dar chutinhos alem de falar varias merdas. Ele não conhecia minha fama. Quando passei por ele, tentou me dar uma rasteira...pra que. Empurrei ele com violencia contra a parede e ja ia pra cima socar a cara dele, mas apartaram a briga. Ele me jurou na saída. Nesse mesmo dia nada fez. Mas 2 dias depois, num dia de prova geral na escola, quando todo mundo estava la ele resolveu "me pegar" na saída no meio da multidão. Devia ter ali mais de 1000 pessoas facil. Ele chegou falando um monte de merda e tal.. ficamos nos rodeando até eu tirar o oculos e pedir pra um colega segurar..nisso ele ja veio me pegar distraído e manda um direto no meu nariz, que sangra. Logo em seguida ele tenta outros, mas eu saio de lado e acerto um cruzado na têmpora dele, e ele fica grogue. Em seguida enfio uma cabeçada esmigalhando o nariz dele seguido de um cruzado com força total no queixo. O infeliz caiu desacordado no asfalto..e eu no estado irracional de furia em que estava meti o joelho em cima dele e ainda marretei a cara dele até o segurança da escola chegar e me tirar de cima dele. O coitado ficou com o rosto desfigurado, todo inchado e cortado. A galera vibrou muito!! Eu me senti um gladiador no coliseu de roma com aquela multidão toda ao redor e aquele corpo ensanguentado no chão.
Uns 15s depois ele se levanta sem saber direito o que estava acontecendo. Outro segurança vem e me leva pra diretoria enquanto aquele leva ele pra se limpar no banheiro. O resultado disso foi uma suspensão minha e a expulsão dele, ja que comprovei o mal comportamento dele alem de ter provado que ele iniciou a briga. Mas meu pai acabou me pondo em outra escola.
Acabei brigando nessa escola tambem. Arrebentei um moleque que gostava de jogar agua nos outros. Só fui me firmar na terceira e ultima escola que tambem acabei brigando dentro da sala com direito a turma da outra sala invadir pra ver. Nao tinha nada a ver com bullying mas era um infeliz que estava tentando me queimar espalhando umas mentiras. Não tinha papo, assim que vi ele fui pra cima. Tinha uma noção de Jiu Jitsu e consegui domina-lo facilmente sem precisar causar danos. Derrubei ele com uma baiana, fui pras costas e apaguei no mata-leão. A galera foi a loucura.
Foi a ultima briga minha em escolas, acabei ficando até o fim do segundo grau la.

Anônimo disse...

As vezes fico pensando em você, e a cada dia que leio os posts do seu blog passo a conhecer um Bruno diferente. Não vou negar, fico confuso em saber qual é o verdadeiro Bruno....talvez você ainda não o tenha apresentado aqui, espero que um dia você o faça! Ahhh, como eu queria estar mais perto de você, e descobrir a real de quem você é....te admiro!