quinta-feira, março 20, 2008

Gente fina é outra coisa

Às vezes até eu duvido das coisas que eu faço.

12h - abri a minha marmita naquela ânsia do descobrimento da comida do dia. Logo em seguida fechei a tampa. Tinha avistado algo que não consegui decifrar o que era e concluí, por mim mesmo, que era algo que eu não gostaria de comer, pelo menos naquele momento. Horas depois, após as copeiras devorarem aminha ex-comida, fui descobrir que era bacalhãu, NOJO!

Nos meus 15 minutos de almoço, peguei o carro e saí correndo por São Paulo atrás de algo que satisfizesse a minha fome. Não sou o maior fã de McDonald´s, mas não tive outra escolha e fui até o drive-thru.

Estou eu, em plena Av Nova Cantareira, quando uma patricinha vagabunda num C4 ou sei lá que bosta de carro que era, parou no meio da rua e começou a bater papo com um cara que se situava do outro lado da avenida, na calçada.

Papo vai, papo vem, e eu ali com os meus não mais 15 e sim 9 minutos de almoço. Dei uma buzinadinha de leve pensando: "VAMO FILHA!" e a prostituta colocou o braço pra fora com um monte de pulseiras pratas da 25 de março como dizendo: PASSA POR CIMA.

Coloquei a primeira e passei na frente dela. A mina simplesmente acelerou o carro e parou no semáforo atrás de mim. Abriu o teto solar e começou a aplaudir a minha manobra sem noção. Ela balançava a cabeça ao mesmo tempo, fazendo um sinal negativo.

Meu sangue começou a borbulhar nas minhas veias. A minha vontade era ir até lá e bater com a cabeça da mina no volante até o airbag estourar na cara dela. Mas não, me contive. Me contive e, vestido socialmente no horário de almoço com o ar condicionado bombando, desci do carro. A vadia fechou o vidro rapidamente, crente que eu iria bater com a cabeça dela no volante até o airbag estourar na cara dela. Mas não. Eu realmente me contive.Abri aporta do meu carro, desci, e no meio da rua, como num filme de comédia pastelão, comecei a agradecer os tão calorosos aplausos da nossa querida e folgada típica cidadã paulistana. A galera no ponto de ônibus delirou.

E como diria aquela frase majada de Charles Chaplin: "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."

A cortina já pode se fechar então.

Pedi um número 1, pequeno com guaraná. Estava uma delícia.

Moral da história: seja educado e sempre agradeça os aplausos. Eles são o reconhecimento do seu sucesso. hahaha..