sábado, junho 30, 2007

Depois de um stressante dia de trabalho, nada melhor do que pegar um ônibus e ir pra casa. Enquanto eu passo o dia resolvendo os problemas de meio mundo, no meu momento "ônibus" do dia eu sinto uma paz de espírito sem igual. É bom ser livre e não precisar sorrir pra todo mundo durante o trajeto trabalho - casa.

Porém, sempre aparece uma alma do demo pra estragar tudo. Estava eu de pé pirando na galera freak de dentro do ônibus, quando ouço uma mulher gritar do lado de fora (abomino pessoas que não sabem falar baixo):
- Motorista! Motorista! O menino pode vender bala? - a senhora entrou e sentou nos primeiros bancos.
Nem ouvi a resposta do motorista.. só ouvi quando a porta de trás se abriu e entrou um moleque de mais ou menos uns 6 anos.

O moleque começou com aquele texto decorado falando sobre os produtos que estava vendendo e ao mesmo tempo carregava duas caixa pesadas pro tamanho dele. O povo do coletivo (haahahha), já com dó, começou a comprar desesperadamente os doces da criança.

Imaginei um filho meu naquela situação. Pensei em mim e nos meus irmãos brincando quando criança sem se preocupar com dinheiro e essas coisas. Como o povo do nosso país pode aceitar uma coisa dessas?

Num ato impulsivo e de total ira, cheguei no molequinho e perguntei se aquela senhora sentada no primeiro banco era a mãe dele. A resposta foi afirmativa.

Saí correndo até onde a velha sentava e disse:
- Ele ali é seu filho?? - indignado
- É sim, pq?
- A senhora sabia que pode ser presa por fazer uma criança trabalhar? Se não pode deixar o moleque sozinho em casa, por que não vai vender vc os doces enquanto ele senta aí no seu canto? - gritando, surtado.

Em meio aos olhares da galera, vestido de roupa social e óculos escuros, fui xingado pela vagabunda de milhares de palavrões, incluindo uns que eu não entendi e uns outros que eu nunca ouvi falar.

Porra, vai se fuder! A velha lá, toda de papo como o motorista, enquanto o filho enche a xota dela de dinheiro? E ainda acha lindo o filho, na frente de todo mundo, implorando pra que todos comprem aqueles doces vencidos? Filha da puta... O pior não é ela, o pior é o povo que compra pra "ajudar".

Ajudar no trabalho infantil, só se for...

Cheguei em casa e passei o rsto do meu dia assistindo o programa da Marcia Goldschimdt, onde uma mulher explorava o marido no trabalho doméstico.

Ê Brasil viu...

7 comentários:

Aesro disse...

to bélgica!

Frankli disse...

Poisé. A gente faz de tudo para o país ir pra frente, e parece que todas as outras pessoas tão remando contra. É por essas e outras que fugi daí.
Vê se não abandona o teu blog velho! É muito bom!
Grande abraço
Chico

Diego disse...

Se não bastasse trabalhar num banco feito para o povão e ter que aturar os piores tipos de pessoas voce ainda tem que andar de onibus??
Eu espero que vc nao pretenda se formar em PP e ainda insistir em trabalhar nessa espelunca com a esperança de se tornar gerente algum dia.

nandinha disse...

é né, acontece.
mas como nosso país nao faz nada pra mudar isso.A gente vai continuar a andar de onibus e ver essas pilantras a explorar seus filhos.

JAYME NETO disse...

bruninho...fiz uma seleçaozinha pequena de videos hilrios do youtube no meu blog...passa lah dps pra ver
bjao

Jully disse...

Nossa...

vc eh mtu bom com as palavras... adorei o blog...

se vc ti ver vontade e tmpo tbm... dah uma passada lah no meu tbm...

bju bju

=*

Anônimo disse...

É foda mesmo a exploração infantil. Se eu tivesse ali no ônibus, mandava a filha da puta à merda tb. E qual o problema da mulher explorar o marido no trabalho doméstico? Vocês andaram fazendo isso há séculos e agora você acha ruim? Vá a merda também!

No mais, gostei do seu blog, vou visitar mais vezes.