sexta-feira, dezembro 28, 2007

sexta-feira, dezembro 21, 2007

O Natal é uma chatice. Pra mim, é a época em que a falsidade impera solta. Eu odeio ficar abraçando um monte de pessoas que eu mal conheço. Não gosto dessa intimidade toda.

Porém, no meu último dia de aula na faculdade, resolvi praticar um pouco de solidariedade. No caminho pro estacionamento, passei no supermercado e comprei um Panetone para o manobrista que todo dia guarda o meu carro. Até fiz questão de escolher a embalagem menos amassada!

Fui andando até o estacionamento todo feliz, com aquele sentimento de missão do dia cumprida.

Cheguei lá com o embrulho. Avistei o manobrista. Quando recitaria alguns versos de Dalai Lama falando sobre a paz mundial, o manobrista simplesmente pegou o embrulho, mal agradeceu, jogou a chave do meu carro na minha mão e disse:

- Pode pegar lá seu carro. Tá aberto!!!

COMO ASSIM: PODE PEGAR LÁ?

Vai se fuder, compro mó panetone gostoso (odeio panetone), escolho a embalagem menos detonada e o que eu recebo é PEGA LÁ?

PEGA AQUI, FILHO DA PUTA! Nunca mais dou presente pra quem tem obrigação de me tratar bem como cliente.

E que se foda o Natal..
eu gosto mesmo é do Ano Novo!

sábado, novembro 10, 2007

Desde que finalmente resolvi me render ao resto da população, poluir por mim mesmo a atmosfera e comprar um carro, tenho tido mais dores de cabeça do que momentos de liberdade.

Não sei se foi impulsiva a compra de um carro - acho que seria impulsivo caso eu comprasse um carro aos 18 anos - tinha colocado na minha cabeça que não chegaria aos 25 andando a pé. Queria a minha liberdade, a minha velocidade e o meu conforto.

O carro é lindo, tem a minha cara, o meu cheiro e AGORA TEM UM AMASSADO BEM DO LADO DO MOTORISTA por obra de um imbecil ,dono de um gol caindo aos pedaços, que não soube diferenciar 30km/h de 70km/h e direita - esquerda. Nunca pensei que andar de carro amassado seria tão humilhante, todo mundo deve pensar que sou muito barbeiro!!

O trânsito de São Paulo é um caos, todos mundo sabe. Que chuva que nada, a grande culpa é dos motoristas. Quanta gente imbecil dirigindo, cortando todo mundo, andando a 10 km/h. Eu não tenho paciência. Faço do meu carro a minha própria bolha. Coloco um som mais tranqüilinho e faço do volante uma terapia. Mas às vezes é difícil relaxar com um idiota parando o carro do nada e quase fazendo eu bater.

Estacionar é sempre um parto de uma criança de 6kg numa buceta semi-virgem. Faço muitas coisas bem (muitas mesmo!), mas para uma baliza é necessária muita visão. A minha visão sempre foi mais ampla, mais pra frente, ela não consegue se limitar em uma vaga com dois carros (um na frente e um atrás). Eu tento uma vez, caso não consiga procuro outra mais fácil. Tem dias que tento de 2 a 3 vagas. Os seguranças da minha rua se divertem, ou melhor, a rua toda pára pra assistir o show de manobras que eu não dou.

Dependendo da vaga que eu escolho na minha rua, sou premiado por milhares de passarinhos cagões. E, no dia seguinte, pareço uma diarréia ambulante. Hoje até acabou a água da limpador do vidro!! Mas aí eu fecho os vidros, coloco os óculos escuros (pra ninguém me reconhecer), ligo um sonzinho relax e vou na minha bolha (agora cheia de merda) até o meu trabalho.

Bom, pelo menos agora eu não preciso dividir meu banco com ninguém. Sou muito egoísta!

segunda-feira, outubro 22, 2007

domingo, setembro 30, 2007

As pessoas vivem de procurar o real sentido da vida.

Vc já parou pra pensar que provavelmente, hipoteticamente falando, quem sabe, não sei, talvez, a vida não tenha um sentido?
Joãozinho era um menino gordinho. Na infância, devorava tudo o que via pela frente. Pra ele, não existia essa coisa de café-da-manhã, almoço, jantar. Não havia essa história de hora pra comer, de sobremesa depois da refeição. Toda hora era hora e a gula era seu pecado predileto.

Todos gostavam dele. Gordinho, mas simpático! Os adultos adoravam alimentá-lo e as crianças riam dizendo que um dia ele iria explodir. Joãzinho só comia coisas salgadas, e a pizza era seu alimento mais precioso. Sempre que passava na frente de alguma pizzaria, se afogava com sua própria água na boca.

Quando completou 7 anos, já na escola, a mãe de Joãozinho fez uma grande festa de aniversário em um buffet infantil. A festa foi um sucesso. Todos os amiguinhos foram parabenizar o garoto gordinho pela data especial.

Chegando em casa, enquanto comia o resto dos salgadinhos que sobraram da festa, Joãzinho abria os muitos presentes que ganhara naquele dia. Dentre todas os grandes embrulhos, uma pequena caixa vermelha de laço da mesma cor foi deixada de lado, pra ser aberta depois. Ela não parecia importante. Para as crianças - ainda imaturas - as maiores caixas guardam os melhores presentes. Cansado de tanto brincar e comer, foi dormir feliz e ficou a sonhar com mais comida.

Durante a madrugada, enquanto ia até a cozinha para tomar o seu copo de água rotineiro, a mãe de Joãozinho tropeçou na tal caixa vermelha do laço vermelho que pairava ali, no meio do corredor. Depois de quase cair no chão, fingiu naturalidade, pegou o presente e o colocou ao lado da cama de João.

Ao acordar, Joãozinho se deparou com o pequeno embrulho ao seu lado. Tamanha era a sua fome matinal que torceu os dedos pra que fosse algo de comer. Desmanchou o laço e rasgou o embrulho: era uma caixa de chocolate! Era o presente dado pelo seu melhor amigo, Pedrinho, menino pobre, filho da empregada da sua vizinha.

Difícil de acreditar, mas Joãzinho nunca sentira o gosto doce do chocolate. A mãe já o achava gordo o suficiente pra variar o cardápio do menino de tal forma. Seus olhos brilharam de encontro ao novo tipo de iguaria. Apareceu aquele frio na barriga, aquele de medo, de insegurança, da incerteza de um gosto nunca sentido antes. Mas comeu o chocolate. Comeu 1, comeu 2, comeu quase todos e só deixou aquele que parecia mais gostoso, pra comer depois. E escondeu a caixa com um só chocolate debaixo da sua própria cama.

Todos os dias, ao chegar da escola, Joãzinho corria pra debaixo da cama e abria a caixa de chocolates. Era só pra olhar se o chocolate ainda estava lá, suculento, esperando para ser devorado. Em seguida fechava a caixa e a escondia novamente debaixo da cama.

Foi assim durante meses, 5 meses e meio exatamente. Até que um dia Joãozinho acordou decidido finalmente a comer o tal doce. O doce que parecia o mais doce. O preservado doce. O único doce naquela pequena doce caixa. O solitário doce. O privado doce. O doce que realmente era o mais doce.

Chegando da escola, antes mesmo de comer qualquer coisa, Joãozinho correu até a caixa. Abriu-a lentamente e desembrulhou o doce devagarinho, escondido. O doce era bonitinho por fora, parecia gostoso. Comeu pedaço por pedaço, saboreando cada novo gosto, cada nova sensação. Foi um dia super especial na vida dele. O dia do novo sentimento, do gosto proibido.

Contudo, passou mal, vomitou a noite inteira, cagou a madrugada toda. A mãe de Joãozinho não sabia mais que buraco limpava. Foi então que ele decidiu que nunca mais iria comer doce.

Em função disso, hoje, 10 anos depois, Joãozinho é magro, sarado, bonito e desfilou na última temporada da SPFW.

***
Nunca pensei que eu pudesse ser um doce estragado de alguém.

Bon apetit!

segunda-feira, setembro 24, 2007

Quando tenho sua companhia, penso que a minha vida é só felicidade.
É tão triste saber que fiz vc sofrer,
sofro junto.
Sofro por nós dois.
Queria estar no seu lugar até essa mágoa acabar.

domingo, agosto 19, 2007

Desde que eu te conheci, não existiu um minuto sequer que eu nao tenha amado vc. E eu te amo pelo café na cama de manhã cheio de pão de queijo que eu adoro, te amo quando acordo do seu lado enquanto vc faz uns barulhinhos durante seu sono gostoso. Te amo tanto, mais tanto, que te amo toda a vez que vc manda eu brecar o carro 5 km antes do farol e quando arregala os olhos enquanto discute alguma bobeirinha comigo.

Eu te amo demais, te amo mais do que mim mesmo, te amo quando acordo, quando vou trabalhar, quando chego em casa. Te amo toda a vez que eu penso em vc. Penso em vc o dia todo. Te amo o dia inteiro.

E te amo mais e mais quando chega o fim de semana. Pq é quando eu posso te ver, te abraçar, te beijar e ver que toda essa espera te amando sozinho valeu a pena e, assim sendo, a gente pode se amar junto.

Te amo demais..

obrigado pelo fim de semana maravilhoso!

sábado, junho 30, 2007

Depois de um stressante dia de trabalho, nada melhor do que pegar um ônibus e ir pra casa. Enquanto eu passo o dia resolvendo os problemas de meio mundo, no meu momento "ônibus" do dia eu sinto uma paz de espírito sem igual. É bom ser livre e não precisar sorrir pra todo mundo durante o trajeto trabalho - casa.

Porém, sempre aparece uma alma do demo pra estragar tudo. Estava eu de pé pirando na galera freak de dentro do ônibus, quando ouço uma mulher gritar do lado de fora (abomino pessoas que não sabem falar baixo):
- Motorista! Motorista! O menino pode vender bala? - a senhora entrou e sentou nos primeiros bancos.
Nem ouvi a resposta do motorista.. só ouvi quando a porta de trás se abriu e entrou um moleque de mais ou menos uns 6 anos.

O moleque começou com aquele texto decorado falando sobre os produtos que estava vendendo e ao mesmo tempo carregava duas caixa pesadas pro tamanho dele. O povo do coletivo (haahahha), já com dó, começou a comprar desesperadamente os doces da criança.

Imaginei um filho meu naquela situação. Pensei em mim e nos meus irmãos brincando quando criança sem se preocupar com dinheiro e essas coisas. Como o povo do nosso país pode aceitar uma coisa dessas?

Num ato impulsivo e de total ira, cheguei no molequinho e perguntei se aquela senhora sentada no primeiro banco era a mãe dele. A resposta foi afirmativa.

Saí correndo até onde a velha sentava e disse:
- Ele ali é seu filho?? - indignado
- É sim, pq?
- A senhora sabia que pode ser presa por fazer uma criança trabalhar? Se não pode deixar o moleque sozinho em casa, por que não vai vender vc os doces enquanto ele senta aí no seu canto? - gritando, surtado.

Em meio aos olhares da galera, vestido de roupa social e óculos escuros, fui xingado pela vagabunda de milhares de palavrões, incluindo uns que eu não entendi e uns outros que eu nunca ouvi falar.

Porra, vai se fuder! A velha lá, toda de papo como o motorista, enquanto o filho enche a xota dela de dinheiro? E ainda acha lindo o filho, na frente de todo mundo, implorando pra que todos comprem aqueles doces vencidos? Filha da puta... O pior não é ela, o pior é o povo que compra pra "ajudar".

Ajudar no trabalho infantil, só se for...

Cheguei em casa e passei o rsto do meu dia assistindo o programa da Marcia Goldschimdt, onde uma mulher explorava o marido no trabalho doméstico.

Ê Brasil viu...

sexta-feira, junho 08, 2007

Segunda-feira, puta dia corrido. Saí super tarde do trabalho e acabei indo direto pra faculdade, atrasadásso! No caminho, sou surpreendido por uma ligação dizendo que eu deveria ter feito um texto pra aula de Redação. Se fosse um texto qualquer, beleza, eu faria rapidinho, na hora. Porém, era um texto cheio de frescura que deveria ser impresso numa folha X, com uma letra tamanho Y e um monte de outras frescuras.

Como já estava na rua da faculdade quando recebi a tal ligação, resolvi ir até uma Lan House e fazer a merda do trabalho. Tentava me concentrar desesperadamente enquanto umas 15 crianças de 10 à 13 anos estavam TODAS JUNTAS matando um monte de gente por um jogo sangüinário no computador ao lado do meu. Na realidade eu que estava quase matando todos eles, TODOS! Coloquei meu fone de ouvido, fiquei ouvindo um som, mas mesmo assim a inspiração não chegava.

As crianças só pararam de berrar na hora que um dos clientes da Lan House começa a gritar:
- PEGA LADRÃO!!! - e saiu correndo atrás de um monte de gente. Enfim, roubaram o celular de quase todo mundo de lá, menos o meu.

Trabalho entregue, professora sem educação e última aula suspensa.
Peguei um taxi e fui em direção ao niver da Danibas.

...

O taxista era um cearense muito engraçado. Disse que a cliente anterior era uma puta (até aí tudo bem!) e, ao deixá-la em sua respectiva esquina, a prostituta deu o truque e disse que não tinha dinheiro. Porém, muito da espertinha, ela disse que tinha uma bucetinha bem gostosinha, molhadinha e cheirosinha pra dar em troca. A corrida deu R$46,00, o programa era R$50,00. Segundo ela, não haveria problema em o taxista ficar devendo R$4,00.

O cearense ficou locão. Disse que buceta ele tinha uma em casa, a da esposa. E disse ainda que ele tinha que pagar comissão pelas corridas no taxi, perguntando se ela não poderia dar pro chefe dele tb. Ela ficou mais puta do que já era e saiu do taxi, batendo a porta e prometendo que daria pra caralho na noite pra poder pagar o taxista que voltaria na esquina durante a madrugada.

E depois dizem que pelo menos toda puta é honesta!
Ao invés de se incomodar com a minha felicidade,
tente ao menos contagiar-se por ela.

sábado, maio 19, 2007

Era uma quinta-feira e eu estava super atrapalhado. Sou atrapalhado no meu dia-a-dia, mas tento ser perfeccionsita ao extremo no meu trabalho. Uma senhora de uns 60 e poucos anos, cliente minha, estava desesperada por um empréstimo. Rodei as avaliações necessárias e a informei que no dia seguinte o dinheiro estaria disponível em sua conta.

Passado o dia, a mulher me aparece cuspindo fogo. Ela praticamente queimava meus cílios a cada palavra jogada na minha cara. Ela rodou a baiana, a pernambuca e a pomba-gira. O dinheiro não estava na conta dessa maldita.

Entre as minhas maiores e mais prezadas qualidades está a honestidade. Prezo muito a sinceridade das pessoas e não vejo motivos pra sair engando meio mundo por aí. Como sou ingênuo. Eu juro que eu deveria ter falado pra essa filha da puta que ocorreu um problema de sistema no banco (como todo e qualquer idiota bancário faria). Porém, eu quis fazer o bom samaritano e me fudi. Disse pra essa vaca que eu, por estar sobrecarregado de trabalho, digitei algo errado na impressão do contrato de empréstimo e, conseqüentemente, o dinheiro dela só cairia dali uma semana.

Eu nunca faço nada errado, sempre tento fazer tudo certinho. Fico puto quando tenho que admitir que eu falhei. Mas penso que isto é o correto, que isto é o justo. Nem todo mundo pensa como eu.

Disse a ela que o dinheiro só sairia na quinta-feira e não haveria outra maneira de resolvermos o problema a não ser esperar. Ela foi no banco na segunda, na terça e ligou quarta-feira o dia todo. Como se não bastasse tudo isso, a vagabunda ainda me aparece na quarta-feira num momento de stress meu.

Eu sou uma pessoa super calma, super tolerante e sou super bonzinho (como o próprio nome do blog já indica - aham) e no ápice da minha raiva essa mulher veio discutir comigo. Veio dizer uma pá de bosta e eu, instintivamente, comecei a gritar com ela como se fosse uma vizinha qualquer dizendo mais uma vez que não teria como resolver o problema até amanhã.

Manhã seguinte, a minha chefe me chama. A filha da puta da velha esclerosada e descontrolada tinha feito uma reclamação na ouvidoria do banco.

"Ele grita com as pessoas e trata as pessoas de baixa renda super mal..."

Foram as únicas coisas que eu lembro de ler até me emputecer de vez. Eu NUNCA na minha vida destrataria alguém por ela ter menos dinheiro e acho preconceito, seja ele de qualquer forma, o pior defeito que uma pessoa pode ter.

Eu poderia ter feito um milhão de coisas contra ela. Ligado e xingado, riscado o carro, jogado um saco de merda na porta da casa dessa maluca ou até mesmo passar o telefone dela em sala de bate-papo SEXO SELVAGEM por aí. Mas não, dessa vez, ninguém iria estragar a minha felicidade.

Sabe o que eu fiz?

No dia seguinte, passei num supermercado perto do banco e comprei um vaso de flores. Escolhi as mais bonitas, porém as MAIS BARATAS e levei pro meu trabalho. 11h da manhã a mulher senta à minha mesa pra pegar o seu dinheiro. Enquano ela assinava o novo contrato com a cara amarrada, pedi licença e fui pegar as flores. Voltei com um sorriso no rosto, fingindo não saber que ela tinha feito a reclamação e disse:
- Dona Izabel, essas flores são pra senhora. Me preocupei em comprá-las como forma de me desculpar com a senhora pela demora do dinheiro e por talvez a senhora ter pensado que eu tomei atitudes grotescas. Essas são flores da fortuna, pra senhora ganhar bastante dinheiro e NÃO PRECISAR VOLTAR NUNCA MAIS NO BANCO (contém ironia).

A mulher ficou SUPER sem graça e com cara de arrependimento. Disse que não precisava, que erros aconteciam e que iria colocar as flores ao lado do santinho num altar que ela tinha na sala, entre outras baboseiras que eu fingi escutar.

Ela saiu com lágrimas nos olhos, de felicidade.

E eu fiquei com um sorriso na boca, de VINGANÇA!

Às vezes eu adoro meu trabalho.
E eu adoro quando acordo num sábado de manhã e tenho vc do meu lado, sorrindo pra mim.
Adoro seu jeito inteligente de falar, espirituoso.
Adoro quando vc completa as minhas frases com palavras que eu usaria,
quando me ensina palavras que eu nem conhecia.
Adoro quando vc me liga de madrugada depois de ter bebido todas,
só pra dizer que estava pensando em mim. (Vc também não sai da minha cabeça!)
Adoro seu jeito de me abraçar, sempre tentando matar a nossa saudade.
Adoro seu jeito preocupado, seu ciúme sem motivo.
Adoro vc por acompanhar minhas loucuras e os meus impulsos.
Adoro suas mensagens de bom dia e seus beijos de boa noite.
Adoro vc por inteiro...
Adoro não,
AMO!
Sabe quando parece que agora sua vida tem sentido?
Sabe quando parece que todos os dias fazem sol?
Sabe quando vc nem se preocupa em ter que trabalhar?
Sabe quando vc sente aquele frio na barriga quando seu celular toca?
Sabe quando parece que todos os passarinhos tão cantando pra vc?
Sabe quando vc não consegue esconder sorrisos do seu rosto?
Sabe quando vc toma uma bala e acha que aquela felicidade toda é eterna?

Então, faz exato 1 mês que eu tô assim, apaixonadásso!

sábado, abril 28, 2007

As vezes que mais sonho são naquelas noites dormidas à tarde. Fazia muito tempo que não desfrutava disso. Precisava me desvincular de um monte de coisa chata que eu estou passando. Um sábado de tempo horrível em São Paulo foi uma ótima desculpa pra eu fazer isso.

Primeira crise: CARTÃO DE CRÉDITO

Eu tenho plena consciência do meu descontrole com dinheiro. Já tentei usar o Excel pra controlar as minhas contas, mas é impossível prever no papel quando algum amigo desesperado quer sair no meio da semana e está prestes a acabar com a amizade caso eu o contrarie.

Em fevereiro, depois de gastar uma fortuna no carnaval, decidi que iria cancelar um dos meus cartões de crédito e o fiz. Antes disso, entrei em contato com a operadora do cartão e me certifiquei que não haveria mais pendências. Ok. Para eles, naquele momento, não havia.

Essa semana eu fui notificado, através de uma carta, que meu nome estava sendo enviado pro SERASA por não pagar R$70,00. Liguei de novo pro cartão de crédito e a vagabundinha do callcenter (odeio!) me informou que estava "em aberto" um valor X. Ok, sem problemas, estarei fazendo o pagamento assim que chegar no meu trabalho, no caso, no próprio banco que eu trabalho, onde tenho conta/cartão de crédito.

Não conseguia fazer um pagamento avulso. No caixa o meu cartão dava que era inválido. Tentei todos os dias da semana. Liguei pra porra do cartão todos os dias da semana. Me emputeci com afalta de preparo e a desconsideração das atendentes, pq além de eu ser cliente, ainda trabalho na quela merda.

Sexta-feira finalmente consegui pagar, mas já era tarde. O meu nome estava lá estampado na lista dos INADIMPLENTES. Eu nunca nam inha vida tive meu nome naquele lugar sujo ao lado de um monte de pilantra. Pra melhorar, eu simplesmente perdi o meu cartão de débito e estou andando com um milhão de folhas de cheque enquanto meu novo cartão não chega. Além disso, o sistema do banco caiu durante toda a sexta-feira e não consegui sacar dinheiro pro fim de semana.

Resumindo, eu ESTOU TOTALMENTE SEM DINHEIRO. Estou somente com cheques. E cheques, assim que consultados, não são aceitos quando o seu nome está no SERASA.

O cúmulo de toda essa história é eu querer abrir uma reclamação contra a própria empresa que eu trabalho. Aí eu me pergunto: qual a minha vontade de abrir novos relacionamentos no meu trabalho, enquanto o banco não consegue nem atender o seu próprio funcionário?

Concluindo, vou passar o fds inteiro trancado dentro de casa. Se alguém quiser me fazer companhia, pode vir que a festa é nossa! (Mas traz alguma coisa pra beber pq eu não tenho dinheiro!!! hahaha)

quarta-feira, abril 18, 2007

Eu queria aprender a não cumprimentar pessoas que já não conheço mais. Apesar de tudo, foi ótimo ver vc. Foi ótimo ver o quanto vc é horrível e se veste mal. Foi ótimo ver que eu me apaixonei por alguém que eu mesmo criei. Foi ótimo saber que eu posso criar o meu ideal em cima de qualquer outra pessoa, assim mesmo como fiz com vc. Será que a minha criatividade é tão boa assim ou será que vc é craque em enganar os outros? Sou ingênuo de mais. Sou bom de mais. Sou bom de mais pra vc.

domingo, abril 15, 2007

Diálogo da semana no banco

Toca o telefone da minha mesa.
- Bruno falando..
- Bruno??? Que Bruno?!
- é o Bruno sr, Caixa Econômica Federal. Posso ajudá-lo?
- Nossa, o atendimento daí é péssimo. Eu quero falar com o gerente Vicente, não com Bruno.
- Desculpe. É que o sr ligou direto no meu ramal, vou transferir a ligação.

- Vicente, tem um BABACA no telefone querendo falar com vc.
- ok, pode passar!
E continuei trabalhando, sorrindo.

20 minutos depois, o meu telefone toca novamente.
- Bruno falando..
- Bruno de novo? Eu quero falar com o Vicente!!!
- Quem gostaria de falar com ele?
- é o Senhor Walter, oficial de justiça. MAS O ATENDIMENTO AÍ É PÉSSIMO, NÉ?
- Pois é querido, mas pra compensar temos a justiça do nosso país que é ÓTIMA, vou transferir sua ligação.
- OLHA AQU...

- Vicente, ligação pra vc!
E continuei trabalhando, sorrindo.

segunda-feira, abril 02, 2007

Decidi que meu fim de semana seria light. Uma baladinha na sexta-feira com a Vivi e a Camilinha já foi suficiente pelo resto do semestre.

300 era o filme escolhido. Não estava tão ansioso pra assistir o novo filme do Rodrigo Santoro, mas a partir do momento que eu comprei o ingresso eu me empolguei. A sessão só começaria às 0h40 e já que ainda eram 10h30 fomos jantar. Comi pra caralho no America, pedi o lanche errado, o sorvete de sabor diferente e a minha breja estava uma delícia. Saímos 40 minutos antes de começar o filme pra pegar um lugar bom pra sentar no cinema.

Chegando lá, percebi que a porta do inferno tinha sido aberta e todas as pessoas mais sem naipe do mundo inteiro tiveram a mesma idéia que a gente num sábado à noite. Entramos na fila com a esperança de ainda encontrar algum lugar vago no cinema. Entramos na sala e, só haveria lugar pra nós 3 sentarmos se fizéssemos um tetris humano com as pessoas, o que no caso, era humanamente impossível.

Tivemos a fabulosa idéia de assitir uma comédia na sala do lado. O filme era tão foda, mas TÃO FODA, que a Camilinha dormiu no meio enquanto um casal se pegava FORTEMENTE nas poltronas de trás.

Antes disso, movido por uma tênia de 2km que vive no meu estômago, fui até o balcão comprar uma big pipoca com um big refrigerante (nada mais saudável!). Fui eu e mais toda a população da China.

Depois disso, chegada a minha vez e feito o meu pedido, fui informado pela atendente cascando o bico que ela não aceitava meu cartão REDE SHOP. Um detalhe importante é que eu já tinha comido MUITO da pipoca enquanto ela colocava os refrigerantes no copo. Perguntei (só por perguntar) onde estavam as placas informando que o REDE SHOP não era aceito ou que só aceitavam VISA ELECTRON. A atendente sorrindo disse que não havia placas informativas.

Ah..
Ah..
AHHHHHHH!

- CHAMA O GERENTE GATA! Agora..

E me chega um cara esquisito, com óculos fundo de garrafa e uma toca (pro cabelo dele não cair na pipoca):
- pois não?
- então queridão, é o seguinte.. eu gastei 20 MINUTOS DA MINHA VIDA, aqui nessa fila. Estou MORRENDO DE VONTADE de comer pipoca e tomar refrigerante. Quando fui pagar o meu pedido, me informaram que meu cartão não é aceito - aí todo o cinema já estava olhando pra minha cara - você pode, por gentileza, providenciar uma placa informando quais os cartões que vocês aceitam? Assim, outras pessoas não passarão o ridículo de ficar na fila e não poder comprar o que estavam esperando.
- ah tá bom, tchau.

E simplesmente o cara saiu e RINDO!! Ele não me deu atenção, nenhuma. Fiquei fudido com o descaso.

Cheguei em casa e lá estava o motivo da graça:

EU ESTAVA COM UM PEDAÇO DE FRANGO DO TAMANHO DA CIDADE DE SÃO PAULO FINCADO NO MEU APARELHO DO DENTE DA FRENTE. hahahahah!

mas é claro que cheguei em casa e fiz uma reclamação por escrito!
capitalistas do caralho.
Surtei. Pedi demissão do meu trabalho.

Finalmente saí do banco e tirei um peso fenomenal das minhas costas. Criei coragem e falei tudo o que eu pensava pra todo mundo que apareceu na minha frente. Disse todas as coisas mais cabulosas que se passaram na minha cabeça durante todos esses 3 anos. Falei sobre a minha moral, a minha índole, sobre pensar ser mais honesto trabalhar como garoto de programa ao invés de vender capitalização pra velhinho que mal lembra o nome.

Nem trabalhei o dia todo, simplesmente quebrei meu crachá ao meio e fui embora. As pessoas ficaram sem reação.

Saí feliz da vida. Passei numa concessionária e peguei meu carro que eu tinha comprado (sim, finalmente fui contemplado no consórcio) e fui pegar meu amor que me esperava pra jantar. Sim, FINALMENTE ESTOU NAMORANDO!

...
esse 1o de abril às vezes me trancende.
feliz dia da mentira!

quinta-feira, março 22, 2007

Eu só atraio gente louca, isso é fato, e a Patrícia é uma delas. Ela tem 24 anos, peruássa, fala sem parar e tem um par de silicone injetado no peito. Eu diria que a Pati é um personagem. Ela canta, dança e representa.

Nos conhecemos há exatos 3 anos no dia da assinatura do nosso contrato de trabalho do banco. Desde então, a vejo todos os dias da minha vida. Na verdade ela é uma das responsáveis por eu ainda continuar no meu emprego, sem ela e suas piadas (às vezes sem graça nenhuma hahaha) eu já teria pedido demissão.

Quando ela percebe que eu tô bravo, vem até a minha mesa e diz:
- BRUUU, olha o passinho novo que eu inventei? - e pega o pé, puxa pra trás e com o joelho vai pra frente e pra trás, uma coisa meio break. Tudo isso usando roupa social e salto, um dado importante.

Ou senão ela inventa umas rimas sem graça, inventa umas piadas sem cabimento e imita o Michael Jackson no auge da fama.

Todo mês fazemos uma festa no banco para os aniversariantes do mês. Há alguns dias atrás, a Pati me chamou pra comprar um bolo e um presente pra uma funcionária que fazia aniversário naquele dia. Pegamos o carro envenenado dela e saímos zuando com as pessoas na rua, como de praxe. Entramos no Amor aos Pedaços e pedimos o bolo mais gostoso que tinha (e mais caro também!!) e enquanto esperávamos o bolo ficar pronto, fomos dar uma volta no bairro pra ver se encontrávamos algum presente legal pra tal funcionária.

Ao lado do Amor aos Pedaços, havia uma lojinha super simples, quer dizer, uma porta de garagem com um vidro na frente, com a parede toda pixada e umas blusas por 10 reais. Uma blusa mais horrorosa que a outra.

- É AQUI MESMO QUE A GENTE VAI COMPRAR! - gritou a Pati.

Nem ia discutir com a Patrícia e entrei. Veio nos atender uma crente de cabelo no pé, óculos fundo de garrafa, uma saia jeans até o joelho e uma blusa rosa clarinha, SUPER STYLE!

Aí a Patrícia, super comunicativa já começou:
- Oi Sra, tudo bom?! Vcs tem vestido de noiva aqui????

Eu juro que foi uma das coisas mais imbecis e engraçadas que ela disse pra alguém! HAHAHAHAHAHAH...

- Não querida, só "trabalhamos" com blusinhas como essas que vc viu na vitrine.

Eu fiquei até com dó da mulher, coitada. Mas eu ABOMINO quem fala que não "trabalho" com alguma coisa. Não "trabalhamos" com cheque, não "trabalhamos" com polainas, não "trabalhamos" com vestido de noiva.

Como se isso não fosse engraçado o suficiente, a Patrícia ainda começou a experimentar todas as roupas mais ridículas da lojinha. E depois de colocada a roupa, ela virava pra mim vesga e dizia: "TÔ BONITA, BRU?".

Enfim, compramos uma blusa. A mais baratinha, a mais simples. Uma que não ia ter como errar no presente. Passamos o cartão de crédito pra pagar e pedimos a nota fiscal. A crente de óculos de fundo de garrafa e saia jeans começou a ficar desesperada. E ia pra trás como quem estivesse escondendo alguma coisa e solta:
- Desculpem, é que eu nem trabalho aqui, eu só tô ajudando, estamos aqui temporariamente e blablablá..

- Sabe o que é? - e a Pati mexia no cabelo - é que somos da Polícia Federal, e isso é um crime!! - no detalhe que eu estava de terno e gravata e a Patricia de roupa social.

Esperamos os olhos da mulher encherem de lágrima pra falar que era brincadeira. Então ela disse que, já que fomos tão simpáticos com ela, ela faria um embrulho especial pro presente. Ela simplesmente pegou um saco de supermercado azul e amarrou com uma fita verde, FICOU "LINDO"!!!! HAHAHAHAHA..

Fomos embora com a Pati abraçando o embrulho e sorrindo.

Pati, obrigado por vc existir. Meus dias são muito mais engraçados ao seu lado!

PS: o bolo estava uma delícia!

terça-feira, março 20, 2007

E no biscoito da sorte de hoje:

"Não estique as plantas novas para fazê-las crescer mais rápido."

Alguém me disse algo do tipo no final de semana.

domingo, março 18, 2007

Sexta-feira. Dia chuvoso, ressaca pós-bar pra comemorar a volta da Vivi. Fingindo naturalidade olhando pra tela do computador sem fazer nada. Praticamente hipnotizado. Um cliente aparece na minha frente, que saco! Uns 50 e poucos anos, mas em forma. Camiseta polo azul, bermuda cáqui, bigode grisalho, careca. Vestia-se como se tivesse dinheiro.

Pra quem trabalha num banco, R$100.000,00 não é muito. Pra mim é. Pra mim, como bancário, não. O cara sentou na minha mesa pra reclamar sobre algum desconto (que não existia) na aplicação financeira dele de R$100.000,00. Primeiro ele começou dizendo que todo bancário era filho da puta e que escolhia as piores aplicações para os clientes de maneira que o banco lucrasse ainda mais. Ele não usou exatamente essas palavras, mas foi isso que ele quis dizer.

Um raio caiu e fez um puta barulhão.

- Tomara que chova bastante, que chova muito mesmo!
- Mas pra que chover muito? - perguntei indignado.

Foi quando eu ouvi a coisa mais imbecil que alguém já me disse durante toda a minha vida:
- Pra acabar com as favelas. Sabe, o pobre é o problema desse país! Eu odeio pobre, pobre é uma merda.

COMO ASSIM POBRE É UMA MERDA? COMO ASSIM O POBRE É O PROBLEMA DO PAÍS? O problema do país se resume em haver "cidadãos" do naipe desse cara. Como alguém pode ser cruel a esse ponto pra falar uma coisa dessas? Eu nunca fiquei tão surpreso com algo que alguém tivesse falado pra mim. Será que ele realmente acha que a solução dos problemas do nosso país está na chuva que alaga a casa de todo mundo, que mata pessoas como ele, que destrói as favelas?

A minha vontade era pegar toda a aplicação do cara e distribuir em prol dos desabrigados por conta das chuvas de São Paulo. A minha vontade era levar ele até uma favela pra ver que há muita gente do bem morando lá e que se esforça no trabalho pra poder comprar coisa pra comer. Será que as pessoas moram na favela porque querem? Existe ladrão na favela, claro, como existem também ladrões que moram no Jardim Europa. E o que é pior, um ladrão que rouba por necessidade, ou um que rouba de toda a população por má índole mesmo? Na verdade, a minha maior vontade era cuspir na cara do homem, mas pela 1a vez na minha vida eu não consegui falar nada.

A minha cara de decepção dizia tudo.

quarta-feira, março 14, 2007

Era uma vez uma menina loira, linda. Tinha olhos puxados verdes, pele rosadinha. Ela enchia a minha vida de graça, me encorajando e participando das minhas maiores loucuras. Com ela, estava eu no ápice da minha liberdade.

Aprendi a dividir os meus problemas, a criticar sem culpa, a abraçar com vontade. Aprendi a perdoar e a pedir desculpas, milhares de vezes. Junto dela, posso ser meu pior e meu melhor que, ela sempre me reconhecerá. Talvez seja a pessoa que melhor me conheça.

Com esses dez anos, os meus segredos viraram os dela, os seus pais viraram meus tios e ela a minha irmã: de catchup, de tequila e de coração.

Foi então que eu descobri o que era amizade. E as velhas amizades nunca nos abandonam.

E é por isso e tudo mais, que 5a feira estarei eu lá, no aeroporto, de braços abertos.

E eles só se fecharão no momento em que vc estiver bem pertinho de mim.

É tão bom quando podemos matar as saudades!
A vida é cheia de escolhas.
Talvez eu tenha escolhido todas as erradas.
Mas entre ficar com a dor e o nada,
ainda fico com a dor.

sexta-feira, março 09, 2007

As minhas mais intensas paixões são essas: as que eu vivo sozinho. E eu não me contento com essas situação, a de querer sempre mais vc. Às vezes acontece de encontrar alguém tão foda que é melhor imaginar o monte de coisas que a gente podia fazer junto a acabar com a idelização que tenho sobre vc realizando os meus desejos. Os sonhos são sempre melhor do que a realidade.

Se bem que não seria nada mal realizar meus sonhos com vc.

Obrigado pela conversa de ontem, vc fez o meu dia muito mais feliz!

quarta-feira, março 07, 2007

Estou super triste. Tudo me dá vontade de chorar. Hoje quase chorei quando vi um cara trabalhando de lixeiro. Mais tarde, no metrô, meus olhos encheram de lágrima quando vi uma velhinha sentada na sua cadeira cinza.

A minha vida anda muito sem graça. E ela devia estar sendo engraçada nesse meu momento de férias do banco. Queria conseguir urgentemente outro emprego pra sair daquela bosta. Só de imaginar eu sentado na minha mesa, já sinto vontade de chorar tb. Mesa, telefone tocando e chefe gritando, já entro em desespero.

Quando vou pra balada tudo me irrita. Quero espaço pra dançar, quero o banheiro limpo pra usar, quero a caipirinha com menos açúcar. Tudo me irrita. E por eu tentar me controlar a nao reclamar das coisas, fico ainda pior e tenho vontade de chorar. Tenho vontade de chorar quando percebo que ali tem tanta gente ao meu redor e eu continuo sozinho.

Subindo aquela ladeira maldita da faculdade, sinto vontade de chorar. Não por mim claro, mas pelas minhas pernas que não agüentam mais essa vida maldita andando a pé por aí. Não agüento mais usar meus pés pra andar, quero colocá-los pra cima num ato de liberdade. Pés pra cima e mãos na nuca.

Ando muito sozinho ultimamente e, com isso, um monte de besteiras surgem na minha cabeça. Coisas do tipo: será que eu fui muito mau na minha vida passada? Não é possível que meus objetivos nunca sejam alcançados e meus amores nunca retribuídos.

Alguém tem um prozac por aí? Pode ser uma arma tb!

sábado, março 03, 2007

Arrogante. Maldita mania que as pessoas têm de pensar que sou arrogante. Vc me conhece por acaso? Provavelmente não. Arrogante pros leigos é um julgamente escroto de quando não se conhece alguém. É difícil fazer um elogio a um desconhecido, é mais fácil impor um rótulo negativo. Vc por acaso já viu alguém ser elogiado por outra pessoa que não conhece?

Sou cheio deles, os rótulos. Tem gente que pensa que eu sou mimado. Outros me taxam de playboy. Alguns ainda arriscam que eu sou super legal.
Tolos.
Ninguém realmente sabe o que eu sou. Ninguém realmente sabe o que eu passei pra ser quem sou.

Se pareço arrogante pra vc é pelo simples fato de não sair distribuindo sorrisos por aí. Meus sorrisos são contados, não são pra qualquer um. Não me incomodo de não conhecer novas pessoas, as pessoas mais interessantes eu já conheço.

Eu sou um chato e isso é um fato. Deve ser por isso que estou sempre sozinho, que nunca encontrei alguém. Quem, em plena sanidade, seria capaz de agüentar o meu gênio insuportável? Nem eu às vezes me agüento. E choro por todas as oportunidades que eu poderia ter me calado.

Quando eu souber que estarei prestes a morrer, queimarei tudo o que for meu. Todas as minhas fotos, todas as minhas cartas, deletarei todos os meus emails. Não quero rastros da minha vida pras pessoas continuarem me julgando. Não quero que achem que eu era uma pessoa bacana. Não quero que pensem que fui uma pessoa sem valores. Simplesmente não quero que pensem nada a meu respeito. Quero só que me esqueçam.

O maior erro do ser humano está em julgar sem conhecer.

A minha vida me fez assim, arrogante. Pra vc, eu sou arrogante. Pros meus amigos eu sou uma ótima companhia. Entre acreditar num comentário sem dono e ouvir meus amigos, desculpe. Prefiro acreditar em quem realmente me conhece.

Acabei de chegar da Pacha. Estou com uma ressaca financeira IMENSA.

sexta-feira, março 02, 2007

As grandes chuvas que rodeiam São Paulo no verão detonaram os meus sapatos que comprei na Renner por R$30,00. Eles não eram "OS MELHORES SAPATOS", mas eram os únicos que eu podia comprar na minha atual situação financeira de classe média falida.

Os sapatos estavam tão podres, mas TÃO PODRES, que quando eu pisava numa poça de água era como se eu estivesse descalço, pois havia um furo em cada sola. Era um ar condicionado desnecessário que me causava vergonha toda vez que precisava levantar os meus pés, como quando cruzava as pernas. Em função disso, não havia terremoto que me fizesse tirar os pés do chão.

Movido pela tristeza e desapego material, peguei um dos meus dias de férias (no caso hoje) para comprar sapatos novos.

Eu juro que tentei andar pelas lojas mais baratas do centro de Santana, mas foi impossível comprar algo do meu gosto requintado. Foi aí que, antes de chegar na faculdade, decidi passar no Shopping Higienópolis pra gastar todo o dinheiro que eu pensei que ganharia nesse mês. Adoro aquele shopping, gosto das poses que as pessoas fazem ao olhar as vitrines e da falsidade/interpretação dos vendedores que, para poder sobreviver, fazem cara de normalidade ao informar o valor de uma meia de R$200,00.

Andando a tarde toda por lá, é óbvio que eu achei os meus sapatos ideais. É óbvio que eles eram caros demais. É obvio que eu comprei. Paguei caro mesmo e quero que se foda. Se meu sapato descosturar um pouquinho que for eu volto na loja e mando eles trocarem. Se ele sujar um pouquinho, eu volto lá e mando eles lavarem. Quero garantia eterna. Odeio gastar dinheiro com coisas que eu não gosto e eu não gosto de usar sapatos.

Sapatos são uma forma de formalizar os pés, essas coisas tão informais. Imagine se todos nós andássemos descalços? Adoraria trabalhar de chinelos. Camisa, calça social e chinelos. Acho pés feios, os de todo mundo, inclusive o meu. Não entendo como as pessoas conseguem ter taras por pés. Os pés são as partes mais sujas do nosso corpo, depois do cú, claro!

Se eu fosse escolher uma parte do corpo, eu escolheria os olhos. Eu prefiro mesmo os olhos, mesmo os castanhos. Os olhos têm sentimento e têm profundidade. É possível conversar apenas por olhares.

Acho que é por isso que prefiro comprar óculos de sol.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

"Nos últimos meses, queimei muito os meus neurônios, visitei muitas lojas, ouvi muitos vendedores, buscando a melhor maneira de te presentear.
Nada era interessante.
Nada era suficiente.
Nada era bom o bastante.
Movido pelo desejo de mais uma vez ver seu lindo sorriso que tanto admirei por tão pouco tempo, fui.
Que ironia!
De todas as idéias que tive, de tudo que imaginei, a surpresa me atingiu em cheio.
Hoje, nesta data tão especial, te presenteio com minha ausência.
Feliz Aniversário!"
Quando te mandei uma mensagem dizendo que estava indo pra perto de ti, pensei que fosse te arrancar um sorriso (eu e meus pensamentos..). Era tudo o que eu queria, um sorriso teu. Mas esqueci de uma coisa importantíssima: era Carnaval. E no Carnaval tudo muda, ou melhor, todos mudam. O meu maior erro foi acreditar que tuas doces palavras fossem se tornar atitudes e que as noites mal dormidas pensando em ti fossem se tornar dias de sol ao seu lado. Eu e minha imaginação. Eu e minhas expectativas. Eu e minhas decepções. Agora, sou obrigado a apagar da minha memória tudo aquilo que não aconteceu, todos os beijos que não demos na praia, todos os vinhos que não nos embreagaram e todos os entardeceres que não passamos juntos. E assim acaba a nossa história. A nossa história não, o seu capítulo. Vc poderia ter sido único, mas fez questão de ser mais um.

Próximo!

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Realmente, a culpa é minha. Fui eu que pensei que vc fosse uma outra pessoa. Fui eu que pensei que vc fosse especial. Fui eu que pensei que fossemos amigos. Amizade não existe sem que a coisa seja recíproca. Alguém que não apreendeu a escutar é alguém que morrerá falando sozinho. Fui eu que imaginei que poderia confiar em vc. A culpa realmente foi minha: fui eu que criei grandes expectativas em cima de uma pessoa tão pequena como vc.

sábado, fevereiro 10, 2007

Eu erro
Tu erras
Ele erra
Nós erramos
Vós errais
e Todos nós aprendemos..

bom, pelo menos eu.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Eu sei que eu sou um chato, que sou cheio de manias bobas. Preciso de uma hora pra acordar meu bom humor em dias normais. Não gosto de frutos do mar e tenho um sério problema em dividir as coisas. Não, não sou egoísta, é diferente. Não gosto de pessoas tentando me agradar, se fazendo de algo que não são. Gosto de quem olha nos meus olhos, de quem ri das minhas situações, de quem me cumprimenta com um abraço. Não faço média, não faço sala, não puxo assunto. Não peço o afeto de ninguém. Eu sou simplesmente o que eu sinto. E sim, valorizo os meus defeitos às minhas qualidades. Eles são responsáveis por afastar quem finge me amar.
Tô super doente. Uma inflamação na minha garganta não me deixou dormir e de brinde ainda ganhei uma voz de velha fumante.

Eram 7h da manhã quando decidi ir até o hospital. A minha irmã iria me dar uma carona, ótimo! Cheguei lá e quando fui ser atendido, a surpresa: meu convênio não era aceito ali. "Tudo bem, odeio aquele hospital mesmo!" e fui de ônibus pra outra clínica.

Sou muito precavido. Ando sempre com uma escova de dentes e com um livro, onde quer que eu vá. A escova de dentes é pq uso aparelho (maldito!) e o livro é para situações em que eu tenha que esperar. No dicionário deveriam explicar "esperar" como a pior maneira de se perder tempo, odeio esperar!

O que eu mais ODEIO NO MUNDO (eu sempre odeio alguma coisa!) é estar sentado no ônibus lendo um livro e ver, de canto de olho, que a pessoa ao lado está lendo junto comigo. Ler Fernanda Young é considerar "pau" e "boceta" verbos do tipo ser/estar, eles aparecem em todas as frases. Imagina alguém lendo o que estou lendo?Não me sinto à vontade com isso. O que será que as pessoas pensariam de mim? Mas mais do que isso, a pior parte é quando eu tenho que descer do ônibus. Obviamente preciso fechar o livro, porém o fecho com toda cautela do mundo, de modo que a capa, e com isso o título, não fique visível para os curiosos. Não gosto que as pessoas saibam o que estou lendo, receio ter um pré-julgamento inadequado.

Prefiro os livros às revistas. Os livros são introspectivos, eles usam óculos e cabelo com gel. As revistas não. As revistas são escancaradas, extrovertidas, dão risadas altas e cumprimentam todo mundo. Elas dão a oportunidade da pessoa ao lado comentar algo e com isso começar uma conversa, principalmente num ônibus. E como já dizia a minha mãe: "NÃO CONVERSE COM ESTRANHOS, MEU FILHO!"

deixa eu terminar o livro agora...

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Eu odeio dormir tarde. Odeio acordar cedo. Odeio pegar ônibus. Odeio meu trabalho. Odeio dia de semana. Odeio tudo! Odeio! Odeio! Odeio! Eu adoro ar condicionado, mas eu ODEIO quando ele fica durante 6 horas acima de mim congelandos os meus fios capilares. Odeio clientes no telefone. Odeio clientes ao vivo. Odeio clientes, todos! Odeio eles. Odeio-os! O pior é que tenho que sorrir enquanto os odeio.

A minha vida está um caos. O cúmulo do meu trabalho é ter que cobrar clientes enquanto eu ainda não paguei meu cartão de crédito. Isso pesa a minha consciência a ponto de eu ganhar uma inxaqueca e com isso uma ótima desculpa pra não ir trabalhar. Não me importo de ficar em casa numa terça-feira comendo pipoca e assistindo DVDs enquanto a minha empregada me mima.

O problema do meu trabalho não é o que eu tenho que fazer, é PRA QUEM eu tenho que fazer. Eu odeio pessoas. Principalmente as burras. Eu acho que estou no ápice da minha intolerância e com isso já não posso mais viver em sociedade.

Quando eu vou até alguma loja, ou restaurante, trato o vendedor/garçon super bem. Trato as pessoas como se elas fossem minhas amigas. Imagino um irmão meu trabalhando naquele lugar. Eu não admito falta de educação com funcionário de lugar algum, a não ser em casos específicos.

Outro dia, num DAQUELES DIAS, o caixa estava lotado. Ouvi sapatos batendo com força no chão enquanto meus olhos viravam pra cima pensando em pq Deus faz essas coisas comigo. Um cara de meia idade, super bem vestido, com um óculos de grau da moda, começou a berrar comigo:
- O CAIXA ESTÁ LOTADO, A MINHA MULHER ESTÁ GRÁVIDA!!! ELA TEM O DIREITO DE PASSAR NA FRENTE DE TODOS. E COMO ASSIM VCS SÓ TEM UM CAIXA NESSA MERDA DESSE BANCO E BLÁBLÁBLÁ..

Eu, mega educado, perguntei:
- Senhor, se ela está grávida, pra que a trouxe ao banco? Ela não poderia esperar no carro? Em casa? (hahahahah)
- MAS VC É MUITO PETULANTE, SEU BOSTA, SEU MERDA, SEU NUM SEI O QUÊ E &¨%*&%*&¨*(&¨&¨*(¨*¨¨%%$! EU VOU ACABAR COM VC AQUI NESSA AGÊNCIA! E (*)&@*(&#@(*¨#_(
- Olha aqui SENHOR, se vc quer fazer alguma relcamação, xingar alguém, pedir uma música, vá até o GERENTE GERAL. Eu não tenho culpa, concordo com o senhor sobre só ter um caixa, mas INFELIZMENTE, eu não posso fazer nada.
E o cara foi falar com o Gerente Geral.

No mês passado eu estava substituindo um gerente, quando me liga alguém do caixa dizendo que um cara bufando estava subindo pra falar comigo. Estalei meus dedos, mexi meu pescoço e pensei comigo mesmo: "Lá vamos nós!". Eis que me chega o SENHOR EDUCAÇÃO DA MULHER GRÁVIDA. Arrumei a plaquinha de gerente e minha gravata, enquanto o cara falava baixinho, explicando seu problema, como se tivesse um pingo de boa conduta. Resolvi o problema do cara e ele se foi.

No dia seguinte, ele chegou com a mulher e o filho no colo. Cumprimentei-os com um sorriso e pedi que sentassem. O cara contou a vida, os problemas, as frustrações, os objetivos e eu fingi que ouvi, sempre sorrindo. No final do papo, ele me pediu um cartão.
- Eu não tenho um cartão - respondi.
- Como um gerente não tem cartão?
- Vc se recorda do escândalo que vc deu há algum tempo atrás com um rapaz no andar de baixo?
- Ér.. hehe é que a minha mulh...
- Então.. aquele rapaz era eu. Uma ÓTIMA TARDE pra vc. E toma aqui o cartão, com o número para aquela reclamação que vc prometeu fazer. Hehehehe! - no maior sinismo, claro.

As pessoas são umas falsas. Todas. Inclusive eu. A minha próxima faculdade será de Veterinária.

sábado, janeiro 27, 2007

O meu dia estava sendo péssimo. Ainda eram 10h da manhã, mas concorde comigo que, numa sexta-feira pós-feriado, o último lugar que vc gostaria de estar era em um banco... e trabalhando. Os funcionários todos com olheiras e fingindo uma enxaqueca misteriosa depois de todos os drinks possíveis tomados no dia anterior, pensando ser culpa do ar condicionado nos 9oC. E eu lá com o telefone fora do gancho sem que ninguém percebesse, clicando em "Caixa de Entrada", com a eterna certeza que algum e-mail interessante iria mudar a minha rotina patética.

Não gosto que me incomodem numa sexta-feira pós-feriado de aniversário de São Paulo. São Paulo poderia ter sido mais eficiente e declarado a última sexta-feira do mês de janeiro como o seu aniversário, seria mais prático, seria mais Brasil.

No banco, os computadores em rede possuem uma pequena maravilha chamada NET SEND. O net send é um programinha que envia mensagens para os outros computadores que estão na mesma rede. Você digita a mensagem, coloca o endereço do destinatário e pronto, ela abre uma janela no computador do receptor. Não sei se isso tem alguma utilidade para o banco, mas utlizamos pra falar coisas que não podem ser ouvidas. Coisas do tipo: "A copeira tá apaixonada, esse café tá doce pra KCT!", "Meu chefe está insuportável!" ou até mesmo "Olha a xana daquela cliente aparecendo na calça branca, tenho certeza que ela está sem calcinha!" entre outros pensamentos divinos e mudos.

Então, repentinamente, eu pirei. E utilizei da ingenuidade (ou ignorância?) das outras pessoas que trabalham comigo pra me divertir um pouco até chegar às 16h e eu me ver longe dali. Comecei a mandar mensagens para todos com a seguinte frase: "SEU COMPUTADOR ESTÁ COM VÍRUS, CONTACTE SUPORTE.". O melhor de tudo é que a mensagem explode na sua tela, como se o computador realmente falasse contigo em tempo real. Em seguida já recebi mensagens do tipo: "Se vc já deu a bundinha dê uma risadinha...", "Vamos almoçar comigo hoje?" e "Seu computador está com vírus HIV, use camisinha" entre outras sacadas nada engraçadas.

De longe eu vi que uma das gerentes estava fechando a mensagem que eu enviei. Percebi o desespero em seus olhos e mandei a mensagem de novo "SEU COMPUTADOR ESTÁ COM VÍRUS, CONTACTE SUPORTE.", "SEU COMPUTADOR ESTÁ COM VÍRUS, CONTACTE SUPORTE.", "SEU COMPUTADOR ESTÁ COM VÍRUS, CONTACTE SUPORTE.", "SEU COMPUTADOR ESTÁ COM VÍRUS, CONTACTE SUPORTE.". Mandei umas 300 vezes. E ela com cliente pra atender, com o telefone tocando, e as mensagens "SEU COMPUTADOR ESTÁ COM VÍRUS, CONTACTE SUPORTE." explodindo na tela. Enfim.. ela simplesmente desligou o computador. Assim, apertadando o botão, de raiva mesmo. Ligou de novo a máquina. Depois de 2h que o computador estava pronto pra ser utilizado, bombei nas mensagens, muitas, diversas, milhares, e ela só clicando em OK, OK, OK! Na última mensagem escrevi: "TELEFONE DO SUPORTE: e coloquei o telefone da minha mesa"!

Atendi o telefone cascando o bico. Ela ficou levemente puta. Fez um escadalosinho básico e fez o meu dia ser um pouquinhozinho mais engraçadinho. Porque, afinal de contas, era uma sexta-feira de manhã pós-feriado do aniversário de São Paulo e a última coisa que eu queria era trabalhar.
HM...Será que vc realmente existe? Porque vc sabe... estamos sempre à mercê da nossa imaginação (bom, pelo menos eu). A palavra seria "expectativa". A minha sobre você é muito grande e, talvez, por causa disso, eu tenha tanto receio de algo que ainda não aconteceu. Não tenho medo de altura, mas sempre olho pra baixo pra ter certeza de quanto tempo irei sofrer se eu cair. Quer saber? A vista daqui é linda, só queria que vc estivesse ao meu lado pra ela ser perfeita.